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O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, expressou nesta segunda-feira (25/10) seu respaldo ao governo argentino contra a realização de exercícios militares, promovidos pelo Reino Unido, nas Ilhas Malvinas.

“Espero que a decisão de efetuar essas manobras [militares] seja reconsiderada e os exercícios não sejam realizados”, declarou Insulza.

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Em um comunicado divulgado em Washington, onde localiza-se a sede da OEA, , Insulza recordou que todos os países-membros da organização adotaram, em junho passado, uma resolução que pedia a retomada, “o quanto antes”, das negociações entre Buenos Aires e Londres.

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Na época, durante a 40ª Assembleia Geral da OEA, as delegações aprovaram, por aclamação, o pedido por uma solução negociada em relação à soberania das ilhas. A Argentina reivindica o território desde a guerra de 1982, que terminou com a vitória dos britânicos.

As disputas foram intensificadas nos últimos meses, após a Grã-Bretanha anunciar a exploração petrolífera na região. O projeto de realizar exercícios militares, o que também foi divulgado recentemente, aumentou ainda mais os atritos a respeito do tema.

“Certamente, a realização de exercícios militares nas ilhas contradiz o espírito da resolução”, lamentou o titular do organismo continental.

Há alguns dias, o governo de Cristina Kirchner declarou ainda que apresentaria à ONU uma nota de protesto contra o Reino Unido.

De acordo com a diplomacia sul-americana, Londres vem descumprimento diversas resoluções adotadas pela ONU. Uma delas determina que nenhuma atividade pode ser realizada no local de forma unilateral.

Na segunda-feira passada, em um encontro do Parlasul (Parlamento do Mercosul), realizado em Montevidéu, os chanceleres dos países integrantes do bloco comercial – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – também rejeitaram as atividades do país europeu.

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OEA expressa apoio à Argentina contra exercícios britânicos nas Malvinas

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