OEA está caminhando para um absoluto estado de irrelevância, diz embaixador brasileiro
OEA está caminhando para um absoluto estado de irrelevância, diz embaixador brasileiro
Brasil e Estados Unidos divergiram durante a sessão extraordinária da OEA (Organização dos Estados Americanos), que não conseguiu formular uma declaração conjunta sobre os últimos desenvolvimentos da crise política em Honduras e sobre se deve ou não reconhecer o resultado das eleições marcadas para o fim de novembro.
O embaixador brasileiro na organização, Ruy Casaes, chegou inclusive a dizer que “a OEA está caminhando para um absoluto estado de irrelevância”, de acordo com a BBC Mundo.
A OEA esperava emitir um texto alertando Tegucigalpa que o estado de emergência decretado por 45 dias no país retira ainda mais a legitimidade das eleições previstas para novembro. No entanto, as observações de diversos embaixadores – como o dos Estados Unidos, Canadá, Bahamas, Costa Rica e Peru, que se abstiveram de determinar qual será sua postura sobre o resultado eleitoral – forçaram uma mudança no foco e formulação do documento, o que acabou exigindo várias horas de negociações – ao final, frustradas.
Ruy Casaes sustentou que a situação na embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde Zelaya está abrigado desde o dia 21 de setembro, é grave e pode piorar. “Não há dúvidas de que existem condições para que (a crise) ameace a paz internacional”, disse, pedindo uma resposta “taxativa” à comunidade internacional.
A delegação argentina seguiu em consonância com a brasileira. O embaixador da Argentina, Rodolfo Hugo Gil, disse que seu governo não aceitaria que as eleições fossem organizadas por um regime golpista. Segundo ele, a OEA tem que enviar uma mensagem “muito clara” e disse que a missão que vá a Honduras “tem que ir para negociar uma só coisa: a restituição do presidente Manuel Zelaya”.
Discordância
O norte-americano Lewis Amselem, afirmou que a volta a Honduras do presidente deposto do país, Manuel Zelaya, foi “irresponsável e insensata”. “O retorno do presidente Zelaya não serve nem aos interesses do povo hondurenho nem àqueles que procuram o restabelecimento da ordem democrática em Honduras”, disse.
Amselem afirmou, sem citar nomes, que aqueles que facilitaram a volta de Zelaya a Honduras “têm uma responsabilidade especial em prevenir violência e fornecer bem-estar ao povo hondurenho enquanto ele enfrenta outra crise”.
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