Quarta-feira, 29 de abril de 2026
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A OEA (Organização dos Estados Americanos) anunciou nesta terça-feira (8/6) a criação de uma comissão especial para avaliar, até o dia 31 de julho, a situação jurídica e política em Honduras e realizar as ações necessárias para impulsionar o retorno do país à organização.

 

A comissão, que incluirá juristas e outros profissionais, será designada pelo secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, segundo informações da agência de noticias espanhola Efe. A principal tarefa será estudar as condições para a volta do país a OEA e atuar como espécie de árbitro das posturas de outros membros da organização sobre Honduras.

 

Durante a sessão plenária da Assembleia Geral do organismo, após o anúncio da comissão, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que este é “o momento” de o país da América Central voltar a integrar a OEA.

 

Já o vice-chanceler venezuelano para a América Latina e Caribe, Francisco Arias Cárdenas, criticou a postura dos Estados Unidos quanto à reincorporação de Honduras.

 

Em entrevista à agência de notícias italiana Ansa, Cárdenas declarou que ficou “frio” quando Hillary Clinton, disse que a entidade deveria “ouvir a outra parte”, em referência ao atual presidente hondurenho, Porfirio Lobo. “A Venezuela rechaça qualquer golpe de Estado”, completou o diplomata venezuelano.

Preocupação

 

Após a suspensão do país da OEA, no dia 4 de julho do ano passado, em decorrência do golpe de Estado contra o então presidente Manuel Zelaya, esta é a primeira medida oficial que reconsidera a reincorporação de Honduras, concedida após o envio de uma carta escrita pelo próprio presidente hondurenho a todos os chanceleres que integram a OEA.

 

Quase um ano após o golpe, a maioria dos países-membros ainda rejeitavam taxativamente esta opção e alguns sequer reconheciam o governo de Lobo como legítimo, como é o caso do Brasil e da Venezuela. No entanto, muitos desses países cederam a avaliar a situação e estudar as medidas necessárias para impulsionar o retorno de Honduras à organização.

 

De acordo com a Efe, temas como o retorno de Zelaya ao país natal e violação de direitos humanos na região são os temas que mais preocupam os países-membros.

*Com agências.

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OEA cria comissão para analisar volta de Honduras

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