Quarta-feira, 8 de abril de 2026
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O Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos) convocou uma sessão extraordinária para esta terça-feira (10) para avaliar a situação em Honduras, após a interrupção do processo de acordo que deveria acabar com a crise política atual.

A sessão foi convocada para as 10h de Washington (13h de Brasília), pelo presidente rotativo do conselho, o embaixador colombiano Luis Alfonso Hoyos.

Na sessão de quarta-feira passada, alguns países-membros da OEA, como o Brasil, já tinham mostrado preocupação com a demora na implementação do Acordo Tegucigalpa-San José.

Os Estados-membros pediram um novo relatório sobre a situação ao secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, e asseguraram que não devem reconhecer o resultado das eleições gerais de 29 de novembro caso o presidente deposto, Manuel Zelaya, não seja restituído.

O acordo, assinado em 30 de outubro, foi qualificado por Zelaya na última sexta como um fracasso, já que não se chegou a um consenso com o líder golpista, Roberto Micheletti, sobre a formação do governo de unidade nacional.

Ontem, Zelaya reiterou que só aceitará uma resolução que inclua sua volta ao poder. O presidente deposto ainda disse que a renúncia do candidato Carlos Reyes tinha o intuito de legitimar o golpe de Estado.

“Querem apresentar a renúncia de Micheletti e colocar outro testa-de-ferro lá, para enganar a população mundial dizendo que o senhor Micheletti vai sair, que vão pôr outro testa-de-ferro para fazer as eleições”, declarou Zelaya à Rádio Globo de Honduras.

OEA convoca sessão extraordinária para discutir Honduras

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