Domingo, 10 de maio de 2026
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O Conselho Permanente da OEA (Organização dos Estados Americanos) aprovou nesta quinta-feira (30/9) por aclamação uma resolução que repudia o levante de policiais e militares contra o presidente do Equador, Rafael Correa.

Diante da expressão, a embaixadora do Equador na OEA, María Isabel Salvador, agradeceu a solidariedade dos países do continente. “Quando se deseja atuar oportunamente, podemos fazê-lo”, celebrou a diplomata.

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“Que os golpistas saibam que a OEA está consciente” dos acontecimentos e não vai “permitir que a ordem democrática seja interrompida”, advertiu.


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Ao iniciar a sessão, convocada na tarde de hoje após os distúrbios no país andino, Salvador pediu à OEA que se pronunciasse sobre os fatos e tomasse medidas para evitar um aprofundamento da crise. “As próximas horas são cruciais para a estabilidade democrática em meu país”, declarou a diplomata ao fazer seu primeiro discurso aos demais membros do conselho.

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Por sua vez, o secretário-geral do organismo, José Miguel Insulza, disse não ter dúvidas de que “um golpe de Estado está em andamento” no Equador.

Neste contexto, pediu que “o golpe de Estado não se consuma” e que as organizações atuem “rapidamente” contra o movimento de protestos em oposição a Rafael Correa.

“Temos uma situação muito grave”, declarou Insulza, que anunciou estar pronto para viajar ao país ou a qualquer outra nação para a realização de uma cúpula de mandatários para discutir a situação. Durante a reunião, o chileno se disse ainda a favor da aplicação da Carta Democrática da organização.

A postura da OEA deve ser enfática frente à má imagem que ficou desde o golpe de Estado em Honduras, que tirou o presidente constitucional, Manuel Zelaya, do poder em junho de 2009. Na época, a entidade teve pouca voz e não conseguiu fazer com que o país centro-americano voltasse à ordem democrática.

Desta vez, o suposto golpe, orquestrado por setores contrários ao governo e que seria uma forma de desestabilizar o país, foi iniciado nesta quinta-feira com um protesto de policiais e militares que tomaram vários pontos do país, como o aeroporto internacional de Quito.

De acordo com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, o colega equatoriano teria sido “sequestrado” no hospital para onde foi levado após ser agredido e não poderia sair do local.

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OEA aprova resolução de repúdio a tentativa de golpe de Estado no Equador

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