OCDE estimula África do Sul a aproveitar efeitos da Copa para se desenvolver
OCDE estimula África do Sul a aproveitar efeitos da Copa para se desenvolver
O secretário-geral da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), Ángel Gurría, encorajou a África do Sul a aproveitar os efeitos positivos da Copa do Mundo para melhorar a situação econômica do país. Na apresentação do primeiro relatório econômico da OCDE sobre a África do Sul, nesta segunda-feira em Pretória, Gurría afirmou que os efeitos do evento podem favorecer o crescimento do nível de vida e impulsionar a criação de emprego e as exportações.
Segundo Gurría, em 2011, o crescimento da África do Sul poderia passar de 4%, mas sua economia ainda ficaria nos 3%, abaixo de seu potencial de desenvolvimento.
“Provavelmente, deve demorar pelo menos três anos para alcançar o potencial de desenvolvimento do país”, disse Gurría, que recomendou que no próximo triênio o país se dedique a “consolidar sua saída da recessão”, já que a África do Sul afundou com a crise econômica mundial.
Outro problema econômico do país é que as autoridades reconhecem que 25% da população está desempregada. Por isso, Gurría recomendou que o governo facilite a negociação salarial como uma das medidas para diminuir a estatística. O secretário também recomendou medidas específicas para promover o emprego juvenil, como um sistema de contratos de aprendizagem, além da possibilidade de estabelecer uma série de salários mínimos setoriais por idades.
Exportação
No campo das exportações, Gurría, de acordo com o relatório da OCDE, disse a utilização da política fiscal, com isenções de produtos para serem vendidos no exterior e uma política cambial que favoreça a exportação sempre que for compatível com o objetivo de manter uma inflação moderada.
O secretário-geral da OCDE reiterou a postura de fazer uma política de menos regulação restritiva para superar os “obstáculos ao espírito empresarial”, a fim de “estimular o crescimento ao aumentar a concorrência, que por sua vez estimula as empresas a inovar”.
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