Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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As eleições na República Centro-Africana, realizadas domingo (23/01), foram “democráticas, livres e justas”, de acordo com o observador da União Africana Boussoukou Mboumba.

Para ele, houve “poucos problemas”, que não colocam em dúvida os resultados – que ainda não são conhecidos. Segundo Mboumba, a votação foi tranquila, pacífica, com grande participação popular (cerca de 70% dos inscritos).

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Houve apenas um incidente mais sério na capital Bangui, quando um candidato ao parlamento puxou uma arma para um rival em plena seção eleitoral. Não houve feridos.

A apuração começou nessa quarta-feira (26/01), mas os números já foram contestados por uma coalizão de três candidatos da oposição. O ex-primeiro-ministro Martin Ziguele, o ex-ministro da Defesa Jean-Jacques Demafouth e Emile Gros-Raymond Nakombo divulgaram comunicado em que pedem a anulação do pleito, chamando o processo de “disfarce”.

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O atual presidente, Francois Bozize, concorre à reeleição. Ele chegou ao poder em um golpe de Estado há oito anos. O outro opositor é o ex-presidente Ange-Felix Patasse, derrubado pelo atual presidente em 2003 e anistiado no ano passado, depois de viver no exílio, no Togo.

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A República Centro-Africana já passou por cinco golpes de Estado desde que se tornou independente da França, há 50 anos. O governo central perdeu o domínio de boa parte do território de 623 mil quilômetros quadrados (um pouco maior que Minas Gerais), ocupado por guerrilhas.

A eleição desse domingo deveria ter ocorrido no ano passado, mas foi adiada depois que a oposição reclamou de problemas no registro de eleitores. O mandato do presidente Bozize foi estendido.

Como várias outras nações africanas, o país é rico em minérios (ouro, urânio, diamantes), mas sua população está entre as mais pobres do mundo. Aparece na posição 159 entre as 169 listadas no Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas. Metade de seus cerca de 5 milhões de habitantes não sabe ler ou escrever.

Os resultados oficiais devem ser divulgados somente no fim da semana. Depois, a Corte Constitucional precisa validar os números antes de declarar o vencedor.

A eleição na República Centro-Africana é apenas a primeira das 20 marcadas para este ano na África (sem contar o referendo para a divisão do Sudão, realizado há duas semanas). A próxima será no Níger, em 31 de janeiro, que deveria ter ocorrido em 26 de dezembro passado.

Outros países do continente que têm eleições este ano são Cabo Verde (eleições parlamentares em 6 de fevereiro), São Tomé e Príncipe, Uganda, Zâmbia, Benim, Djibouti, Seychelles, Mauritânia, Gabão, Chade, Gâmbia, Camarões, Egito, Madagascar, Nigéria, República Democrática do Congo, Libéria e Zimbábue.

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Observador diz que eleições na República Centro-Africana foram democráticas e justas

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