Sábado, 25 de abril de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assegurou que vetará qualquer lei sobre a regulação do sistema financeiro que não impuser limites ao mercado de derivados. Os derivados são produtos sofisticados planejados como um seguro contra os altos e baixos nos preços ou nas cotações. Mas, na última década, se popularizaram como mercados não regulados de apostas e especulação, formando o epicentro da recente crise financeira.

Obama fez a promessa em reunião com acadêmicos e empresários sobrea reforma do sistema financeiro, a próxima prioridade legislativa que será debatida no Congresso americano após a aprovação da reforma da saúde.

A legislação que está sendo debatida prevê regular o mercado de derivados, apesar da oposição republicana se opor firmemente a este extremo.

Os 41 senadores republicanos, em uma câmara de cem cadeiras, enviaram hoje uma carta ao líder da maioria democrata nesse fórum, Harry Reid, para advertir-lhe que votarão por unanimidade contra a reforma na próxima semana, quando se submeterá a debate.

O presidente americano – que em várias ocasiões se mostrou muito crítico a Wall Street, a cujos executivos acusou de irresponsabilidade no processo que levou à crise – disse hoje na reunião que o mercado de derivados deve contar com uma regulação estrita, com o argumento de que, de outro modo, se deixaria a porta aberta para que se repetisse a situação.

“Não podemos deixar que se repita a história”, declarou.

“Vetarei qualquer legislação que não controle o mercado de derivados com algum tipo de marco regulador e se assegure que não voltamos a cair no mesmo tipo de desastre que vimos no passado”, acrescentou.

Trabalho conjunto

Obama expressou o desejo de que “democratas e republicanos possam encontrar um terreno comum para avançar neste assunto”.

“É hora de exigirmos responsabilidade a Wall Street e proteções para os consumidores para que não voltemos a nos encontrar na mesma situação”, ressaltou.

A oposição unânime dos republicanos representa um revés para os democratas e para a Casa Branca, que esperavam obter o apoio de algum senador da oposição para poder somar os 60 votos necessários para evitar o veto republicano.

Obama vai vetar lei financeira se não limitar mercado de derivados

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