O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, analisou neste sábado (26/02) a situação da Líbia em uma conversa telefônica com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, na qual assegurou que o líder do país, Muamar Kadafi, deve abandonar o poder agora.
“Quando o único meio que tem um líder para manter-se no poder é o uso da violência contra seu próprio povo perdeu a legitimidade para governar e deve fazer o que é correto para seu país saindo agora”, disse Obama a Merkel, segundo um comunicado divulgado pela Casa Branca.
A conversa com a chanceler alemã seguiu às mantidas esta semana com outros líderes europeus, como o francês Nicolas Sarkozy, o britânico David Cameron e o italiano Silvio Berlusconi para coordenar suas respostas perante os protestos na Líbia e debater sobre as sanções apropriadas que impor ao regime.
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“O presidente e a chanceler compartilharam suas profundas preocupações sobre a contínua violação dos direitos humanos por parte do governo líbio e do abuso de sua gente”, indicou a Casa Branca.
Ambos líderes “reafirmaram seu apoio nas reivindicações do povo líbio pelos direitos universais e por um governo que responda a suas aspirações” e se mostraram de acordo “na necessidade de fazer responsável de suas ações ao governo de Kadafi”.
Na sexta-feira (25/02), Obama anunciou que seu governo imporia sanções unilaterais contra o regime líbio e poucas horas depois deu o primeiro passo ao assinar um decreto para congelar todos os ativos de Kadafi e de seus filhos.
O presidente continuou neste sábado o debate sobre a resposta adequada da comunidade internacional à crise e aplaudiu os esforços de seus aliados, incluindo as Nações Unidas e a União Europeia, para “desenvolver e implementar medidas duras”.
O Conselho de Segurança da ONU estuda neste sábado em reunião de urgência as possíveis sanções que imporá ao regime, entre as inclui desde o congelamento de bens e a proibição de viajar ao embargo de armas, medidas muito similares às ditadas desde a União Europeia.
Obama e Merkel falaram também neste sábado sobre o ritmo de recuperação da crise econômica e a necessidade de implementar ferramentas eficazes que produzam estabilidade econômica na Eurozona, segundo a Casa Branca.
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