Obama pede a pastor que não queime Alcorão e diz que plano favorece al-Qaeda
Obama pede a pastor que não queime Alcorão e diz que plano favorece al-Qaeda
Em entrevista à rede de TV norte-americana ABC o presidente norte-americano, Barack Obama, pediu ao pastor evangélico Terry Jones que desista da intenção de queimar Alcorões para marcar o nono aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001.
“Espero que ele entenda que este é um ato destrutivo”, que pode colocar nossos jovens soldados em perigo. Se ele estiver ouvindo, espero que entenda que o que está propondo é completamente contrário aos valores americanos”, afirmou Obama.
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“Isso é uma fonte de recrutamento para a al-Qaeda. Você pode ter sérios problemas de violência em lugares como Paquistão ou Afeganistão. Isso pode aumentar o recrutamento de indivíduos que podem querer se explodir em cidades americanas ou europeias”, continuou o presidente.
Jones, líder espiritual da igreja Dove World Outreach, na Flórida, ignorou os alertas da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton e do comandante David Petraeus de que sua iniciativa colocaria em risco os civis e os militares norte-americanos que servem no Afeganistão e incitaria extremistas islâmicos no mundo todo.
Apesar dos pedidos, a Justiça não pode impedir que o pastor siga adiante com o plano. A Constituição dos EUA garante o direito à liberdade de expressão, ainda que uma religião seja ofendida.
Extremismo
Líderes ao redor do mundo temem uma reação de grupos extremistas islâmicos à queima do Corão. O grupo radical muçulmano indonésio Front de Defensores Islâmicos ameaçou lançar uma sentença de morte contra o pastor se ele levar adiante o seu plano.
“Isso não é um problema entre muçulmanos e cristãos, mas entre Terry Jones e a humanidade”, disse Sabri Lubis, secretário-geral do grupo indonésio.
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Em comunicado, a chancelaria do Bahrein classificou o plano do pastor como um “ato vergonhoso que é incompatível com os princípios da tolerância e da coexistência”.
No Paquistão, cerca de 200 pessoas realizaram protestos na cidade paquistanesa de Multan, queimando a bandeira norte-americana. Também houve protestos na Indonésia.
Críticas
Em declarações no Council on Foreign Relations, Hillary disse que o plano de queimar o Alcorão “é revoltante, infeliz e não representa quem somos como americanos”.
Em resposta ao ato planejado por Jones, o Vaticano disse que todas as religiões “devem ser respeitadas e protegidas”, enquanto o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a ação pode colocar em
risco “iniciativas da ONU ao redor do mundo para defender a tolerância
religiosa”.
Líderes mundiais e personalidades criticam pastor norte-americano:
A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente do Líbano, Michel Suleiman, que é cristão, também lamentaram a decisão do pastor e alertaram para a possibilidade de uma reação violenta.
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