Terça-feira, 19 de maio de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira (7/2) que seu governo reconhecerá o Sudão do Sul como um Estado soberano e independente em julho, após o êxito do referendo de autodeterminação realizado no mês passado.

“Felicito ao povo do Sudão do Sul por um referendo bem-sucedido e inspirador no qual uma maioria arrasadora de eleitores elegeu a independência”, afirmou Obama em comunicado divulgado pela Casa Branca.

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“Anuncio a intenção dos EUA de reconhecer formalmente o Sudão do Sul como um Estado independente e soberano em julho de 2011”, acrescentou o presidente americano, quem ressaltou que seu país colaborará com Cartum e Juba, a capital do novo país, para garantir “uma transição suave e pacífica”.

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Após um plebiscito que, segundo ele, representou “outro passo adiante na longa viagem da África atrás da justiça e da democracia”, todas as partes envolvidas têm a responsabilidade de garantir que o progresso continue.

Para isso, ele pediu o cumprimento do acordo de paz entre o norte e o sul e a solução pacífica das questões ainda pendentes – entre elas o futuro da rica região petrolífera de Abyei.

Além disso, devem acabar os ataques contra civis em Darfur e esse conflito deve ficar solucionado “definitivamente”.

Para que cumpram suas obrigações, haverá um caminho rumo a uma maior prosperidade e relações normalizadas com os EUA, “incluindo a revisão da designação do Sudão como Estado patrocinador do terrorismo”, ressaltou.

Embora o caminho que fique pela frente “seja difícil”, os que buscam um futuro de paz “terão um parceiro confiável e um amigo nos EUA”, declarou.


Terrorismo

A declaração de Obama se produz depois que a secretária de Estado, Hillary Clinton, afirmou que os EUA iniciaram o processo para retirar o Sudão da lista de Estados patrocinadores do terrorismo após a realização do plebiscito, no qual 98,83% dos eleitores na região autônoma do sul sudanês optaram pela independência.

Após felicitar Cartum por aceitar o resultado do plebiscito, Hillary disse que os EUA “estão iniciando o processo para retirar o Sudão da lista de patrocinadores do terrorismo”.

O requisito para eliminar um Estado dessa lista negra do Departamento de Estado é que o Sudão cumpra todos os critérios da lei americana sobre o assunto, o que inclui não ter apoiado o terrorismo nos últimos seis meses e ter dado garantias de que não apoiará atos de terrorismo no futuro.

Junto a isso, deve aplicar plenamente o acordo de paz de 2005, que pôs fim a 22 anos de guerra civil entre o norte e o sul.

De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, o processo poderia concluir em torno de julho.

O Sudão está na lista de Estados patrocinadores do terrorismo desde 1993 e a embaixada dos EUA suspendeu suas operações em Cartum em 1996.

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Obama garante que EUA reconhecerão soberania do Sudão do Sul em julho

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