Obama e Medvedev reforçam pressão contra programa nuclear do Irã
Obama e Medvedev reforçam pressão contra programa nuclear do Irã
Os presidentes da Rússia, Dmitri Medvedev, e dos Estados Unidos, Barack Obama, declararam juntos que o tempo do Irã para atender exigências das potências estrangeiras sobre seu
programa nuclear “está acabando”.
Na reunião bilateral que realizaram em Cingapura (a quarta este ano) após o encerramento da cúpula do Apec (Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), tanto Obama
quanto Medvedev fizeram advertências ao governo iraniano em relação às atividades nucleares. Ambos expressaram insatisfação com os avanços nas
negociações para persuadir Teerã a desistir do programa nuclear.
O presidente americano disse que “o tempo está se esgotando” para que o
Irã recue diante da pressão do Ocidente. “Infelizmente, pelo menos até
o momento, o Irã foi incapaz de dizer 'sim'”, comentou.
Medvedev disse que, “se fracassarmos, restam outras opções para
movimentar o processo em outra direção”, em um indício de que a Rússia
estaria disposta a apoiar a adoção de ações punitivas, como sanções.
No entanto, Rússia e EUA têm posições diferentes no tema. Enquanto a
Casa Branca pressiona pela interrupção total do programa nuclear
iraniano, o Kremlin o aceita, desde que condicionado ao uso pacífico e
sob vigilância internacional.
“Nosso objetivo é claro: um programa nuclear transparente e não um que cause preocupação aos demais”, disse o presidente russo.
As potências internacionais, inclusive a Rússia, ofereceram ao Irã
processar o urânio necessário para um reator nuclear com uso medicinal
em Teerão. Mas os iranianos, que inicialmente se mostraram dispostos a
aceitar a proposta, evitaram dar uma resposta definitiva e pediram mais
negociações.
O Irã já reiterou em diversas ocasiões que, por razões políticas e religiosas, o programa nuclear que desenvolve tem exclusivamente fins pacíficos.
Embora a questão do programa nuclear iraniano tenha tomado grande parte do tempo do
encontro, os dois chefes de Estado discutiram ainda assuntos
como a guerra no Afeganistão e o novo acordo de desarmamento nuclear para substituir o START I e o START II, assinados no fim da Guerra Fria.
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