Segunda-feira, 27 de abril de 2026
APOIE
Menu

O presidente norte-americano, Barack Obama, defendeu durante reunião com o mexicano Felipe Calderón “uma reforma orgânica” no sistema de imigração norte-americano e afirmou que a lei anti-imigração aprovada em 23 de abril no estado do Arizona é uma “resposta errada a um problema real”.

“Pode-se e deve-se prosseguir a favor de uma reforma orgânica da imigração, não de forma unilateral, mas em estreita colaboração com o governo mexicano”, disse Obama, apoiando as críticas de Calderón aos Estados Unidos por conta da aprovação da lei.

Leia também:

Protestos contra lei do Arizona revelam sociedade rachada nos EUA

Para chegar aos EUA, latinos se arriscam no ‘surfe ferroviário’ da imigração

Arizona endurece lei contra imigrantes ilegais e provoca críticas de Obama

Obama disse que fará tudo o que estiver ao seu alcance para que os EUA regulamente o tema da imigração, promessa que foi uma das bandeiras de sua campanha eleitoral e que é aguarada pelos cerca de 11 milhões de mexicanos em situação irregular no país. Ele afirmou, porém, que não tem o apoio necessário para aprovar a reforma. “Não tenho 60 votos no Senado. Preciso de ajuda”, disse.

O presidente afirmou que acompanhará de perto os efeitos da lei porque ninguém deve ser julgado pela aparência física, segundo site do jornal mexicano El Universal.

Nova medida

Promulgada no dia 23 de abril, a lei do Arizona, que entrará em vigor em julho, transforma a imigração ilegal em um delito estadual e autoriza a polícia a exigir documentos de residência a qualquer cidadão. Calcula-se que vivam no Arizona cerca de 460 mil imigrantes ilegais, a maioria deles de origem mexicana.

Segundo Obama, a lei “preocupa ambos os países, não apenas o México, mas também os EUA.”.

Durante o encontro, Calderón havia proposto a Obama A estruturação de uma política migratória e fronteiriça comum “que nos una, em lugar de nos dividir”, além de reiterar a oposição de seu governo contra a medida, que “parte de princípios injustos, parciais e discriminatórios”.

“No México, respeitamos a política interna dos EUA e de seu legítimo direito de estabelecer as leis que considere convenientes, mas manteremos nossa firma rejeição à criminalização da imigração”, disse Calderón.

Siga o Opera Mundi no Twitter

Obama condena lei de imigração, mas diz que não tem apoio do Senado para reforma

NULL

NULL

NULL