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Duzentas e sessenta mulheres foram assassinadas na Argentina durante 2010, um número 12,5% maior que o registrado no ano anterior, revelou o Observatório de Assassinatos Femininos na Argentina, da Sociedade Civil Adriana Marisel Zambrano.

  

O relatório ressaltou que em 167 casos o assassino foi o próprio marido, namorado ou ex-companheiro das vítimas, em sua maioria mulheres na faixa etária de 19 a 50 anos de idade.

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O observatório ressaltou que 27 mulheres assassinadas haviam denunciado o criminoso para a polícia antes de morrerem e 17 dos assassinos pertenciam à polícia. Além disso, em nove casos presume-se que as vítimas faziam parte de redes de exploração sexual e tráfico de pessoas, segundo a agência de notícias DyN.

  

O órgão explicou que o relatório não inclui as mulheres que deram entrada em hospitais com evidências de violência sexista e, ao morrerem, suas certidões de óbito continham como razão de falecimento outros motivos, como parada cardíaca.

  

Também não foram incluídas as mulheres que morreram em decorrência da realização de aborto clandestino nem as que saíram nas matérias jornalísticas como vítimas de suicídio “mas que sofreram previamente uma situação de violência”, assegura o boletim.

  

Como conclusão o Observatório diz que é necessário que esse tipo de violência seja considerado “uma questão política, social, cultural e de direitos humanos”, para confrontar a “grave situação que vivem as mulheres” e que alguma atitude seja tomada “de maneira imediata”.

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O documento foi elaborado com informações publicadas nas agencias de notícias DyN, Télam e Noticias Argentinas, além de outras 120 publicações de distribuição nacional e provincial (estadual).

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