Novo premiê, Cameron anuncia governo de coalizão no Reino Unido
Novo premiê, Cameron anuncia governo de coalizão no Reino Unido
Instantes após tomar posse como primeiro-ministro do Reino Unido, o conservador David Cameron confirmou nesta terça-feira (11/5) que governará em coalizão com o Partido Liberal-Democrata, de Nick Clegg.
Ao chegar na rua Downing, residência oficial dos primeiros-ministros, Cameron falou dos “grandes desafios” que o Reino Unido enfrenta e destacou a necessidade de restabelecer a confiança no sistema político britânico, informou a agência de notícias espanhola Efe.
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Nas eleições (6/5), os conservadores conseguiram obter o maior número de membros do Parlamento, mas não tiveram maioria absoluta. Por isso tiveram de recorrer aos liberal-democratas para formar um acordo. Segundo os resultados oficiais, os conservadores conseguiram 306 dos 326 assentos, contra 258 dos trabalhistas e 57 dos liberal-democratas.
O novo premiê
Aos 43 anos, Cameron, que foi à audiência acompanhado da esposa, será o primeiro-ministro mais jovem do Reino Unido desde o século XIX.
Efe
David Cameron e sua esposa, Samantha
Após a reunião com a rainha, foi diretamente para o número 10 da rua Downing, onde nos últimos três anos morou Brown, após suceder Tony Blair.
Ao chegar à nova casa, Cameron elogiou o antecessor Gordon Brown por sua “história de serviço público”.
Efe

Cameron e Samantha em frente à residência oficial
Renuncia de Brown
Mais cedo, o então primeiro-ministro trabalhista, Gordon Brown, disse que um possível acordo entre os trabalhistas e conservadores não teve sucesso e que a coalizão seria formada entre os partidos conservador e liberal-democrata. Em seguida, Brown anunciou sua renuncia ao cargo em frente à residência oficial e comunicou a decisão à rainha Elizabete II.
Assista ao discurso de Gordon Brown:
A declaração encerra oficialmente o período de 13 anos de domínio trabalhista, que teve início com Tony Blair, em 1997. Antes de se tornar primeiro-ministro, Brown foi Ministro das Finanças e, posteriormente, chanceler. Ele também renunciou ao posto de líder do Partido Trabalhista, que ocupava desde 2007.
*Com agências internacionais
Texto atualizado às 17h40
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