Terça-feira, 12 de maio de 2026
APOIE
Menu

A nova primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, anunciou nesta quinta-feira (08/09) o congelamento das contas de energia residenciais pelos próximos dois anos.

A medida busca combater a disparada da inflação em função da pandemia de covid-19 e da guerra na Ucrânia e é uma espécie de cartão de visitas da premiê conservadora, que assumiu o governo britânico na última terça-feira (06/09), substituindo Boris Johnson.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

De acordo com Truss, as contas de energia residenciais serão limitadas a 2,5 mil libras esterlinas por ano (R$ 15 mil pela cotação atual). Já clientes não-domésticos, como empresas, ONGs, escolas e hospitais, serão beneficiados com seis meses de congelamento.

Analistas estimam que o plano pode custar até 100 bilhões de libras (R$ 600 bilhões) aos cofres públicos, já que o governo vai pagar as diferenças de preços para os distribuidores de energia.

Mais lidas

Medida tem prazo de dois anos e serve como cartão de visitas da primeira-ministra conservadora que acaba de assumir governo britânico

Flickr/Reprodução

Admiradora de Margaret Thatcher, defensora de um Estado mínimo e ex-funcionária da petrolífera Shell, Truss rechaçou apelos da oposição trabalhista para aumentar os impostos sobre os lucros de empresas de energia, que dispararam por conta da alta dos preços.

Além disso, a premiê disse que vai revisar o cronograma para o Reino Unido zerar as emissões líquidas de carbono até 2050, o que inclui o fim da proibição ao “fracking”, sistema de extração de gás e petróleo criticado por ambientalistas por ser altamente poluente.

“Estou pronta para fazer o que for necessário”, afirmou Truss sobre o combate à inflação no setor energético. “Não existem soluções sem custos”, acrescentou.