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Os principais veículos de comunicação dos Estados Unidos avaliaram como inoportuna a visita do presidente Barack Obama ao Brasil. Um dos argumentos usados foi a abstenção do Brasil na votação, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, sobre a resolução que cria uma zona de exclusão aérea na Líbia e permitiu uma intervenção contra as tropas de Muamar Kadafi – posição contrária à dos norte-americanos.

Na avaliação dos meios de comunicação norte-americanos, a viagem de Obama é como um ajuste nas relações com a América Latina. São muitos os motivos para melhorar as ligações com o Brasil, segundo os jornais, apesar de Obama não atender aos dois grandes desejos dos brasileiros: um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas e a retirada de taxas à importação do etanol.

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O jornal Washington Post avaliou a viagem como controversa, mas destacou que o presidente tinha condições de “administrar” a crise na Líbia mesmo estando fora dos EUA, já que a maioria de seus assessores para segurança nacional integram a comitiva.

A rede de televisão CNN classificou a viagem de Obama ao Brasil de “inábil e desajeitada”, por ocorrer dias depois da abstenção brasileira nas Nações Unidas e de o governo Obama ter anunciado na Casa Branca que estava formando uma coalizão forte para enfrentar a Líbia. 

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Para o canal de TV FoxNews, a viagem de Obama ao Brasil e a outros países da América do Sul é uma espécie de férias na região e uma tentativa de  fugir dos problemas urgentes internos, como a crise com o orçamento, o risco de acidente nuclear grave no Japão e a crise na Líbia.

O jornal Miami Herald avaliou que a visita é um “pano de fundo da crise militar com a Líbia”. O jornal publicou fotos de protestos contra a viagem de Obama ao Brasil.

O conservador Weekly Standard sugeriu que Obama aproveitasse a visita para tratar com a presidente Dilma Rousseff  “do apoio da Venezuela às FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)”. Para o jornal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi incapaz de lidar com essa questão.

O jornal Los Angeles Times considerou a viagem “morna e convencional” e lembrou que a Colômbia, maior aliado dos EUA na América do Sul, ficou fora do roteiro. Segundo o jornal, a explicação é que o país vai sediar uma Cúpula das Américas no próximo ano e que há um tratado de livre comércio com os colombianos parado no Congresso americano.

No New York Times, o apoio de Obama ao pedido do Brasil de um assento permanente no Conselho de Segurança foi “modesto”.

A mídia dos EUA manifestou também descontentamento com Dilma por ter se recusado a responder perguntas da imprensa, assim como com Obama. Os jornais elogiaram, no entanto, a franqueza nas críticas à política americana de dólares baratos, barreiras comerciais e subsídios.

Enquanto os jornais norte-americanos, em geral, não gostaram da decisão do presidente de viajar neste momento, muitos divulgaram informações positivas sobre o Brasil, como a eleição da primeira presidente mulher, a liderança regional, o progresso social e econômico, o baixo índice de desemprego, as grandes reservas de petróleo e o potencial de crescimento. A manchete do jornal Foxnews, por exemplo, foi “O Brasil encontra-se em outro nível”.

 

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Nos Estados Unidos, mídia faz críticas à visita de Obama ao Brasil

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