Norte-americanos vão às ruas para protestar contra e a favor de construção da mesquita no Marco Zero de Nova York
Norte-americanos vão às ruas para protestar contra e a favor de construção da mesquita no Marco Zero de Nova York
Centenas de manifestantes em favor e contra a construção de uma mesquita nas proximidades do Marco Zero de Nova York protestaram neste domingo (22/8) nas ruas de Manhattan. Ao todo, cerca de 1.500 pessoas participaram das manifestações, de acordo com a polícia norte-americana.
Apesar de distantes por apenas 100 metros, defensores e oponentes ao plano não entraram em conflito, mediram forças apenas com palavras e cartazes. “Defenda os muçulmanos, pare com o ódio”, dizia um cartaz. Do outro lado da rua, uma faixa estendida dizia: “Não deixem o Islã sair vitorioso com uma mesquita”.
Enquanto os partidários da construção incentivavam o fim da “islãfobia” dizendo em coro “não nos importa o que os intolerantes querem dizer; liberdade de religião está aqui pra valer”, os opositores respondiam dizendo que a mesquita poderá ser construída no marco zero no mesmo dia em que uma sinagoga for erguida em Meca.
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“Construir uma mesquita no Marco Zero é o mesmo que construir um memorial para Hitler em Auschwitz”, apelava um dos cartazes.
A construção da mesquita tem o apoio do movimento fundamentalista Hamas, do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, judeu e conhecido pelo apoio a Israel e do presidente norte-americano, Barack Obama.
“Como cidadão e como presidente, acredito que os muçulmanos têm o direito de praticar a sua religião como qualquer outro. O que inclui o direito de construir um lugar de oração e de um centro comunitário, em propriedade privada, em Manhattan, de acordo com as leis e as normas locais”, disse Obama durante a celebração do Ramadã na Casa Branca.
Na semana passada, a rede de TV norte-americana CNN divulgou uma pesquisa mostrando que a população está divida quanto a polemica da notícia. De acordo com os dados, 70% dos cidadãos opõem-se ao projeto. Destes, 72% se dizem republicanos e 54%, democratas.
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