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A norte-americana Sarah Shourd, libertada há uma semana pelo governo do Irã após passar 410 dias presa no país, esteve nesta segunda-feira (21/9) na Missão Permanente do Brasil nas Nações Unidas para agradecer a ajuda do paísl, que interveio para sua soltura. As informações são da BBC Brasil.

Sarah se reuniu com o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, e pediu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intervenha para que o noivo dela, Shane Bauer, e o amigo Josh Fattal, que permanecem detidos no Irã, também sejam liberados.

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“A reunião foi muito boa, aprecio esta oportunidade de conversar com o ministro e o interesse e o envolvimento do Brasil, mas não posso mais comentar o assunto”, disse Sarah.

 “Estamos muito agradecidos pela ajuda do Brasil, do presidente Lula e do ministro Celso Amorim”, acrescentou Alex Fattal, irmão de Josh, pedindo que o Brasil “continue falando com os iranianos para que eles [tomem a atitude] humanitária”.

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 Amorim prometeu continuar a pedir a libertação dos outros americanos. “Este é um assunto humanitário e a gente tem que tratar com toda a delicadeza, ou as coisas não acontecem”, disse.

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No dia da libertação de Sarah, Amorim mandou um telegrama de agradecimento ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. Segundo o ministro, a libertação da americana mostra uma abertura do governo iraniano depois de um esforço conjunto de vários países.

“Numa situação como esta, ninguém pode buscar crédito para si. O presidente Lula conversou com o presidente Ahmadinejad de maneira muito respeitosa. Eu mandei também uma mensagem respeitosa, mas, ao mesmo tempo manifestando, o apreço [pelo fato] de que as ponderações do presidente Lula tenham sido ouvidas. Esperamos que ele [Ahmadinejad] possa tomar outras decisões soberanas no mesmo sentido.”

Amorim ressaltou que a libertação foi uma “decisão soberana” de Teerã e que “não teria cabimento” exercer pressão sobre o regime iraniano – apenas fazer “apelos, porque as pessoas confiam na gente”.

Segundo Amorim, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, agradeceu ao Brasil pela libertação de Shourd.

Os três norte-americanos foram detidos há 14 meses por entrar de forma ilegal no Irã, segundo o governo daquele país. Eles foram acusados de espionagem pelo governo do Irã. O crime é punido com a morte pela lei iraniana. No último dia 14, a Justiça libertou Sarah, aceitando o argumento de que a norte-americana tinha o estado de saúde debilitado. Bauer e Fattal, porém, permanecem detidos e devem ir a julgamento.

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Norte-americana libertada pelo Irã agradece ao Brasil e pede mais ajuda

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