Nobel da Paz Suu Kyi é libertada na Birmânia após 18 meses de prisão
Nobel da Paz Suu Kyi é libertada na Birmânia após 18 meses de prisão
A oposicionista e líder do movimento democrático birmanês, Aung San Suu Kyi, saiu da prisão neste sábado (13/11) e apareceu com um vestido lilás na porta de sua casa, onde três mil seguidores a aguardavam para celebrar sua libertação.
A Nobel da Paz (1991) Suu Kyi, de 65 anos, está em liberdade após cumprir uma pena de 18 meses de prisão domiciliar.
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Os partidários de Suu Kyi se movimentam com um pouco mais de liberdade que em ocasiões anteriores, graças à pouca presença de militares.
O clima é de tranquilidade e, apesar do forte calor e das poucas sombras, homens, mulheres e crianças permanecem no local.
O número de seguidores passou de 20, no começo da manhã, para cerca de três mil. Em alguns momentos eles gritam palavras de ordem para pedir a libertação de Suu Kyi e levantam cartazes com fotos da mulher símbolo da democracia birmanesa.
O veterano ativista Tin Oo, vice-presidente da Liga Nacional pela Democracia (LND), partido de Suu Kyi, foi até o local pela manhã e manifestou confiança de que a opositora birmanesa será libertada neste sábado.
Vários diplomatas dos países-membros da União Europeia também visitaram o lugar para expressar apoio à Nobel da Paz de 1991 e pressionar a Junta Militar presidida pelo general Than Shwe.
Suu Kyi, de 65 anos, viveu confinada em sua antiga casa 15 dos últimos 21 anos por pedir, de forma pacífica, reformas democráticas ao regime militar que governa Mianmar.
O regime militar assinou, nesta sexta-feira, sua ordem de libertação, segundo fontes da LND, partido fundado por Suu Kyi em 1988 e que a Comissão Eleitoral dissolveu este ano.
A Nobel da Paz disse, através de seu porta-voz da LND, Nyan Win, que não aceitará nenhum tipo de liberdade condicional. Ela é filha de Aung San, o herói nacional da independência da Birmânia, que foi assassinado quando Suu Kyi tinha apenas dois anos de idade.
Sua libertação ocorrerá dias depois de o regime militar realizar as primeiras eleições parlamentares em duas décadas, sem a presença da oposição, na tentativa de uma “democracia disciplinada”.
O país é governado por um regime militar desde 1962.
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