Quarta-feira, 20 de maio de 2026
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Uganda foi nesta sexta-feira (18/02) às urnas para escolher o presidente do país de 14 milhões de eleitores, que fica no centro da África. No poder há 25 anos, Yoweri Museveni é o favorito para conquistar mais um mandato de cinco anos. O pleito de hoje é apenas o segundo multipartidário em 30 anos.

O principal adversário é o oposicionista Kizza Besigye, que já perdeu duas eleições para Museveni. Ex-aliado (e médico pessoal) do atual presidente, ele declarou que irá reagir caso observe irregularidades na votação. Além dos dois, mais seis candidatos aparecerem nas cédulas de papel.

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De acordo com Besigye, uma “revolta no estilo da egípcia” poderia estourar no país caso haja fraude ou manipulação de resultados. O oposicionista montou um esquema paralelo de apuração para acompanhar a contagem dos votos. Nas eleições de 2006, o oposicionista obteve 36% da preferência do eleitorado ugandense.

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Durante a semana, o presidente Museveni anunciou que o governo irá impedir qualquer tentativa de “espalhar inquietação”. Ao longo do dia, houve registro de pequenos tumultos em algumas seções eleitorais, que demoraram a abrir.

Uganda foi colônia britânica até 1962, quando conseguiu a independência. Nove anos depois, Idi Amim assumiu o poder e governou até 1979, em um regime ditatorial acusado de matar mais de 300 mil pessoas. Milton Obote veio a seguir e, pressionado por movimentos guerrilheiros, o governo dele também foi acusado de  executar 100 mil pessoas.

O atual presidente derrubou Obote em 1985, em um golpe de Estado. País de solo fértil e reservas de ouro e cobre, descobriu petróleo há pouco tempo. Entretanto, a agricultura ainda segue como o setor de maior importância econômica, empregando 80% da força nacional de trabalho. Dados de 2001 indicam que mais de 35% da população do país vivia abaixo da linha de pobreza.

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No poder há 25 anos, presidente de Uganda disputa mais uma eleição como favorito

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