No Iraque, vice de Obama tenta convencer que passagem de comando é real
No Iraque, vice de Obama tenta convencer que passagem de comando é real
Durante a declaração formal da retirada militar dos Estados Unidos da guerra no Iraque, nesta terça-feira (31/8), o vice-presidente norte-americano, Joseph Biden, se reúne com autoridades iraquianas em Bagdá para reiterar o “compromisso” dos EUA com o país. Segundo Biden, a missão dos EUA no Iraque deixará de ser o combate para ser de treinamento e “consultoria” para as forças locais.
Biden chegou a Bagdá na segunda-feira (30/8), em sua sexta viagem ao Iraque desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2009. O vice de Barack Obama disse querer concentrar os diálogos na instabilidade política interna. Em encontros com dirigentes dos diferentes blocos políticos iraquianos, buscará impulsionar o estagnado processo de formação de um novo governo iraquiano.
Hoje, ele se reunirá com o primeiro-ministro interino, Nouri al-Maliki, e com o presidente iraquiano, Jalal Talabani, assim como com o governante da coalizão Al Iraqiya, Ayad Allawi, e o dirigente da Aliança Nacional Iraquiana, Ammar al-Hakim.
Os partidos iraquianos não conseguiram ainda um acordo para criar um novo gabinete após as eleições de 7 de março. A maior bancada foi obtifa pela Al Iraqiya, com 91 dos 325 cadeiras do parlamento, contra o partido de Maliki, que ficou em segundo lugar, com 89 assentos.
Amanhã, o vice-presidente participará da cerimônia na qual o exército norte-americano passará o comando militar do país às forças iraquianas. O general dos EUA Ray Odierno termina seu período de mais de cinco anos no país e entrega o comando para o tenente-general Lloyd Austin, que tem grande experiência no Iraque e comandou as operações militares entre 2008 e 2009.
Contagem
A retirada norte-americana é acompanhada com ceticismo pelo povo iraquiano, que teme um aumento da violência devido à falta de preparo do exército. O problema foi reconhecido no último dia 11 pelo chefe do Estado-Maior iraquiano, general Babakar Zebari. Há dois dias, Al-Maliki advertiu que a rede Al Qaeda e os seguidores do partido Baath, do antigo ditador Saddam Hussein, teriam planos de lançar novos ataques.
Obama prometeu, pouco após assumir, que a missão de combate no Iraque se encerraria em 31 de agosto de 2010. Depois disso, as tropas dos EUA assumiriam o papel de treinamento e aconselhamento, antes da retirada total em 2011. Mais de 4,4 mil soldados dos EUA morreram no Iraque desde a invasão. Além disso, estima-se que 100 mil civis tenham morrido na guerra, segundo o website independente Iraq Body Count.
Restam agora menos de 50 mil soldados americanos no Iraque, que permanecem para trabalhos de treinamento dos iraquianos. Eles ficam até dezembro de 2011, quando os EUA se comprometeram a retirar totalmente sua presença militar no país árabe.
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