Segunda-feira, 11 de maio de 2026
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Em visita ao Equador, o presidente da Bolívia, Evo Morales, defendeu a criação de uma escola militar latino-americana com o objetivo de proteger a região contra eventuais tentativas de golpe. Morales afirmou na terça-feira (12/10) que a missão dos militares, formados pela instituição, é defender a América Latina de uma “mentalidade capitalista e imperialista”. As informações são da imprensa oficial da Bolívia, a ABI (Agência Boliviana de Informações).

“Por que não construir uma escola na América do Sul para as nossas Forças Armadas? Uma escola das Forças Armadas para defender a democracia e [a ameaça] de ter uma mentalidade capitalista e imperialista”, disse Morales, na Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, em Quito.

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A reação de Morales ocorre a menos de duas semanas de o Equador ter vivido um dia de protestos. No final de setembro, uma série de manifestações, organizada por policiais insatisfeitos, dominou as principais cidades do país. O presidente equatoriano, Rafael Correa, foi isolado em um hospital e só conseguiu deixar o local 11 horas depois.

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Correa afirmou que havia uma tentativa de golpe de Estado e um grupo queria desestabilizar o governo. Presidentes da República e chanceleres da América Latina se reuniram para apoiar o equatoriano e rechaçar a ameaça de golpe. Segundo as autoridades equatorianas, o risco ainda está presente. Os suspeitos serão mantidos presos por três meses, e o país passou por um Estado de Exceção.

Morales disse ter ido a Quito para prestar solidariedade a Correa. “Faço um convite aberto a todas as Forças Armadas da América Latina para que não se submetam ao imperialismo. Seremos pequenos países chamados de 'desenvolvimento', o desenvolvimento, que sobretudo, seja qual for a nossa situação econômica e social. Mas em primeiro lugar estão a nossa dignidade, a soberania e os recursos naturais”, disse o boliviano.

O presidente da Bolívia reiterou o apoio ao governo Correa e rechaçou a suposta tentativa de golpe de Estado no Equador. “[Presto] nossa solidariedade como presidente ao governo do Equador, à revolução cívica e às forças sociais que resistiram e defenderam a democracia no Equador e na América do Sul”, disse Morales.

Correa agradeceu o apoio de Morales, chamando-o de irmão. “Obrigado pela solidariedade e o apoio. Obrigado por estar aqui. Sinta-se em casa, o irmão Evo”, disse o equatoriano.



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No Equador, Morales defende escola para formar militares no combate a golpes de Estado

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