No "Dia da Ira", iraquianos vão às ruas para protestar contra corrupção e pobreza
No "Dia da Ira", iraquianos vão às ruas para protestar contra corrupção e pobreza
Uma gigantesca manifestação batizada como “Dia da ira” paralisou nesta sexta-feira (25/02) a capital do Iraque, apesar do toque de recolher imposto pelo premiê Nouri Al-Maliki, que advertiu sobre possíveis atos terroristas.
Os organizadores da mobilização asseguraram que centenas de milhares de iraquianos se uniram às marchas após a reza muçulmana do meio dia em Bagdá para protestar contra a corrupção, a falta de empregos e o déficit generalizado de alimentos, eletricidade e água.
O propósito é forçar o gabinete iraquiano a tomar medidas para melhorar as condições de vida em um país que recebe significativos rendimentos pelo petróleo, mas que exibe uma marcada desproporção na partilha da riqueza nacional.
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Durante as manifestações da praça Tahrir de Bagdá a polícia antimotins, apoiada por veículos blindados e gases lacrimogêneos, impediu o acesso de numerosos manifestantes, que responderam à tentativa de os dispersar.
Além de Bagdá, as cidades de Basora, Kirkuk, Sulaimaniya e outros povoados do interior têm sido palcos de reivindicações populares nas últimas semanas, algumas das quais desembocaram em confrontos entre manifestantes e forças de segurança.
“Deixem que se escute a voz de liberdade em todas as ruas de Bagdá e tomem lições do Egito, Tunísia e Líbia”, dizia um das mensagens que circulou por telefones móveis e redes sociais para convocar à população para a manifestação contra o gabinete da el-Maliki.
Outros ativistas ressaltaram que os manifestantes deveriam sair às ruas com gritos como “Viva Iraque” ou “Revolução de fevereiro contra a corrupção”, ao mesmo tempo em que convocaram iraquianos residentes no exterior a se manifestar em frente das embaixadas do país.
A concentração desta sexta-feira realiza-se baixo um grande deslocamento de forças antimotins, e apesar do toque de recolher adotado pelo governo para tentar frear o protesto.
Al-Maliki ordenou à polícia proibir a circulação de automóveis pelas ruas de Bagdá, ao mesmo tempo que a interditou a passagem de um das principais pontes de acesso à praça Tahrir.
Além disso, o premiê advertiu sobre aumento da violência que supostamente provocariam milicianos da rede Al-Qaeda e membros do proscrito partido Baath, com o qual governou este país o já derrocado presidente Saddam Hussein.
Entretanto disse respeitar o direito dos iraquianos de protestar pacificamente e expressar-se de forma livre, mas acusou “saddamistas (leais de Saddam Hussein), terroristas e membros da Al Qaeda” de aproveitariam as marchas para realizar atentados.
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