No Chile, Zelaya descarta retorno a Honduras por ameaças de morte
No Chile, Zelaya descarta retorno a Honduras por ameaças de morte
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse hoje (13), em visita ao Chile, que neste momento está descartada a possibilidade de voltar ao país devido às ameaças de morte que tem recebido.
“Minha presença seria [perigosa por] uma ameaça que fizeram de me eliminar, de me assassinar em território nacional”, disse Zelaya aos jornalistas após almoço com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, líderes de partidos políticos chilenos e representantes do Senado e da Câmara de Deputados.
Bachelet reiterou “o reconhecimento do Chile a Zelaya como único presidente democraticamente eleito pelos hondurenhos” e expressou apoio às ações do presidente da Costa Rica, Óscar Arias, e do secretário geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, para resolver a crise do país.
Após o encontro, Zelaya voltou a insistir que “está nas mãos dos Estados Unidos grande parte das soluções”. Segundo ele, as autoridades norte-americanas têm sido “claras na condenação” ao golpe, mas “as medidas ainda são tímidas”.
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A visita ao Chile faz parte da campanha internacional de Zelaya para reforçar a pressão contra o governo golpista de Roberto Micheletti, que já dura 46 dias, desde o golpe de Estado, em 28 de junho.
Zelaya deixa o Chile ainda nesta noite. Seu próximo destino ainda não foi divulgado.
Delegação da OEA
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, reuniu-se hoje (13), pela primeira vez, com uma delegação do governo golpista de Honduras.
Insulza recebeu em sua residência privada a delegação, composta por membros que representaram o novo governo no processo de diálogo mediado pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias. “Tivemos uma conversa muito longa, muito interessante e acredito que muito construtiva”, disse Insulza, em comunicado divulgado após o encontro.
A reunião acontece dois dias depois de Micheletti suspender a visita da missão de chanceleres que a OEA tinha previsto enviar na segunda-feira ao país, em rejeição à presença do próprio Insulza na delegação.
O governo golpista, que acusava o secretário-geral de “falta de objetividade, imparcialidade e profissionalismo no exercício de suas funções”, depois permitiu que o diplomata chileno participasse “como observador” da comissão, cuja visita foi adiada até o final de agosto.
Insulza mostrou confiança de que o diálogo de hoje com a delegação hondurenha “gerará benefícios para a missão” que a OEA enviará “em breve” a Honduras.
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