Terça-feira, 12 de maio de 2026
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Trinta e cinco anos após proclamar a independência de Portugal, sendo que boa parte deles envolvida em uma sangrenta guerra civil, Angola celebra nesta quinta-feira (11/11), acima de tudo, a paz instalada há oito anos. E ainda em recuperação, o país africano enfrenta atualmente diversos desafios, principalmente de temática social, mas membros do governo e analistas angolanos são unânimes em apontar que apesar disso, Angola tem muito o que comemorar.

Em todas as regiões do país as cidades foram decoradas com as bandeiras nas cores do país – vermelho, amarelo e preto – e a branca, que simboliza a paz efetiva, proclamada em 4 de abril de 2002. Foram organizados também desfiles oficiais, cultos ecumênicos e, em algumas províncias, inaugurações de obras.

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“Muita coisa foi feita durante estes 35 anos, mas fizemos muito mais a partir de 04 de abril de 2002, porque alcançamos a paz, que nos deu sossego, tranquilidade e estabilidade para fazer muito mais que nos anos passados”, explicou à agência Lusa o secretário-geral do MPLA, Dino Matross.

O MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), liderado por Agostinho Neto e apoiado idologicamente e financeiramente pela União Soviética e Cuba, deu início à campanha independista em 1961 e proclamou a independência definitiva de Angola em 1975. Porém, o que se seguiu foi a formação de uma longa guerra civil, que deixou o país em frangalhos.

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A guerra civil angolana foi travada em três períodos de grandes combates
intervalados por períodos de paz: 1975-1991, 1992-1994 e 1998-2002. O saldo final foram mais de 500 mil mortos e outros milhares de mutilados pelas minas terrestres.

Mas se o governo fundado em 1975 por Agostinho Neto era dependente de apoios externos para a sobrevivência, na lógica dos conflitos indiretos da Guerra Fria, Angola surge hoje como um possível motor da economia na África subequatorial – amparado no petróleo – e um ator regional de crescente importância.

“As coisas não correram inicialmente bem, não só por culpa dos angolanos, mas também devido ao contexto da época, marcada pela Gurra Fria”, afirmou o vice-presidente do Conselho Executivo do CEEA (Centro de Estudos Estratégicos de Angola), Manuel Correia de Barros. 

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Desafios

Quase 90% da população urbana em Angola vive em construções clandestinas e apenas 42% tem acesso a água potável, segundo um relatório da Unicef em junho. Este é um dos sinais da desigualdade na distribuição de riqueza entre os 18,5 milhões de angolanos.

Em paralelo com este problema, a corrupção continua endêmica em Angola, conforme mostrou o mais recente relatório da Transparência Internacional, que apontou o país como um dos dez mais corruptos no mundo.

A coordenadora da Comissão da Disciplina e Auditoria do Comitê
Provincial do MPLA na província angolana de Uíge, Albertina Cuginga Moco
Muxindu, disse que a liberdade é o primeiro ganho dos 35 anos
da independência para os angolanos, mas houve muitas conquistas, como por exemplo, a melhoria nas estradas, da
infra-estrutura escolar e sanitária. “Vamos continuar a trabalhar ante
os próximos desafios”, disse. 

Um projeto foi anunciado terça-feira pelo presidente Eduardo dos Santos, cuja primeira fase será a substituição dos bairros clandestinos de Cazenga e de Sambizanga na capital angolana por habitação social.

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No aniversário da independência, Angola celebra a paz e enfrenta novos desafios

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