Netanyahu rejeita proposta dos EUA para prorrogar moratória de assentamentos
Netanyahu rejeita proposta dos EUA para prorrogar moratória de assentamentos
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou uma proposta dos Estados Unidos para prorrogar durante 60 dias a moratória das construções na Cisjordânia em troca de incentivos políticos, militares e estratégicos, como a venda de avançados sistemas de mísseis.
A imprensa local destacou nesta sexta-feira (1/10) a rejeição do chefe do Executivo do país ao pacote de medidas formulado por assessores israelenses e pela equipe de Barack Obama para afastar a hipótese de fracasso no processo de paz na região, iniciado no começo de setembro.
Entre as propostas, os EUA prometem apoiar as ações das tropas israelenses no território ocupado do Vale do Jordão, inclusive após o estabelecimento de um Estado palestino, a fim de impedir o contrabando de armas, reivindicação considerada crucial por Netanyahu para a segurança do seu país.
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Os palestinos exigem que Israel suspenda a construção no território ocupado da Cisjordânia a fim de continuar o diálogo direto intermediado pelos EUA, que passa por momento de incerteza após Netanyahu rejeitar a prorrogação da moratória de 10 meses, que expirou no domingo passado.
O Yedioth Ahronoth, periódico de maior tiragem em Israel, detalha que em troca da prorrogação os EUA ofereceriam ao país a venda de avançados sistemas de armas e mísseis, além de uma nova leva de aviões F-35.
A proposta de Washington inclui também a conexão de Israel ao sistema de alarme antecipado americano por satélite, vital para prevenir qualquer ataque com mísseis balísticos. Há ainda promessas – não detalhadas – para impedir que o Irã produza armas nucleares. Obama também está disposto a aumentar sua assistência para impedir o contrabando de armas ao território palestino no futuro.
Contrapartida
O jornal aponta que como contrapartida à rejeição do pacote americano de incentivos, os EUA poderiam retirar seu veto na ONU para a criação unilateral de um Estado palestino.
A Casa Branca negou ontem que Obama tivesse enviado uma carta a Netanyahu, mas não negou que EUA e Israel estivessem trabalhando na formulação de um documento. Já a equipe do primeiro-ministro israelense se recusou a fazer comentários sobre a questão.
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