Segunda-feira, 18 de maio de 2026
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Após seis horas de conversa, a negociação entre o governo chileno e os manifestantes em Magalhães fracassou, informaram dirigentes da Assembleia Cidadã local nesta terça-feira (18/01).

  

Hoje é o sétimo dia de paralisação em Magalhães, devido ao descontentamento da população com o aumento de 16,8% no preço do gás. O combustível é muito usado em sistemas de aquecimento na região, onde a temperatura fica em média 5º Celsius.

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Ontem o ministro de Minas e Energia chileno, Laurence Golborne, viajou à cidade de Punta Arenas, em Magalhães, para discutir o reajuste.

  

Golborne adiantou que não é possível chegar ao que é reclamado pelos manifestantes (de não haver reajuste), mas que ele não tem dúvidas de que “alcançaremos uma solução”.

  

O porta-voz da Assembleia Cidadã, José Hernández, contou que as negociações fracassaram porque os outros prefeitos apresentaram “propostas paralelas à nossa”.

  

Segundo ele, o prefeito de Punta Arenas, Vladimiro Mimica, e de Puerto Natales, Fernando Paredes, “estavam fazendo uma proposta por subsídios”.

  

“Estávamos muito avançados, mas, lamentavelmente, devido a essa situação [outras propostas], não conseguimos um acordo”, disse Hernández.

  

Mímica e Natales, por sua vez, se defenderam afirmando que “não traíram ninguém”, nem “negociaram pelas costas de ninguém”.

  

Golborne afirmou que espera uma resposta, “nas próximas horas”, das propostas apresentadas pelo governo aos membros da Assembleia Cidadão, entre elas a de diminuir o reajuste de 16,8% para 3%.

  

“A proposta é razoável e se encarrega de solucionar os problemas da região. A proposta considerou as necessidades diárias do povo e o desejo dos representantes e dirigentes”, explicou o ministro, ressaltando que o pacote visa soluções em “curto e longo prazo”.

  

A população de Magalhães está solicitando a presença do presidente Sebastián Piñera na região. O mandatário é acusado de não cumprir a promessa de campanha e aumentar o preço do gás.

  

Para conter as manifestações, o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, anunciou a aplicação da Lei de Segurança Interna do Estado, que permite triplicar as sanções contra quem participe de protestos. A lei também autoriza a atuação das Forças Armadas para resguardar a ordem pública.

  

O arcebispo de Santiago, Ricardo Ezzati, considerou a medida como “grave” e pediu para que a “razão e o diálogo voltem a ser o caminho ideal para a solução deste problema”.

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Negociações entre governo e manifestantes fracassam no sul do Chile

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