"Não somos uma organização exclusivamente de esquerda", diz Assange a internautas brasileiros
"Não somos uma organização exclusivamente de esquerda", diz Assange a internautas brasileiros
“Não somos uma organização exclusivamente da esquerda. Somos uma organização exclusivamente pela verdade e pela justiça”, disse o fundador do site Wikileaks, Julian Assange, em uma entrevista a internautas brasileiros.
A entrevista foi publicada por diversos blogs, como o Blog do Nassif, Viomundo, Nota de Rodapé, Maria Frô, Trezentos, Fazendo Média,FAlha de S Paulo, O Escrevinhador, Blog do Guaciara, Observatório do Direito à Comunicação, Blog da Dilma.
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Ao todo, 350 perguntas foram enviadas à jornalista Natalia Viana, que mediou a entrevista por meio de seu blog. Destas, 12 foram feitas ao australiano que enfrenta um processo na Suécia por crimes sexuais e criou um dos sites mais polêmicos do mundo.
Para ele, uma das funções primordiais da imprensa é obrigar os governos a prestar contas sobre o que fazem, e o Wikileaks vem fazendo esse papel. Extamente por isso Assange criou o site. “O livre fluxo de conhecimento de grupos poderosos para grupos ou indivíduos menos poderosos é também um fluxo de poder, e portanto uma força equalizadora e democratizante na sociedade”, argumenta.
Questionado sobre a relevância e a credibilidade do site, Assange explica que o critério da divulgação dos documentos é a relevância diplomática, ética ou histórica, sejam documentos oficiais classificados ou documentos suprimidos por alguma ordem judicial.
Sobre sua vida pessoal, Assange, que atualmente vive sob monitoramento em uma mansão em Norfolk, na Inglaterra, garantiu que está disposto a continuar a despeito das muitas ameaças que recebe. “Minha maior proteção é a ineficácia das ações contra mim. Por exemplo, quando eu estava recentemente na prisão por cerca de dez dias, as publicações de documentos continuaram”, disse.
Em relação ao Brasil, o fundador do Wikileaks reiterou a declaração feita anteriormente ao jornal Estado de São Paulo, em que disse que pretendia usar o país como uma das bases de atuação do Wikileaks. “Eu ficaria lisonjeado se o Brasil oferecesse ao meu pessoal e a mim asilo político. Nós temos grande apoio do público brasileiro”, afirmou.
Clique aqui para ler a entrevista na íntegra
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