Quinta-feira, 21 de maio de 2026
APOIE
Menu

O Tribunal Penal Internacional (TPI) vai investigar o líder da Líbia, Muamar Kadafi, os filhos dele e alguns de seus assessores em decorrência das denúncias de crimes contra a humanidade ocorridos no país durante as manifestações contrárias ao governo. O procurador do tribunal, Luis Moreno-Ocampo, afirmou hoje (03/03) que foi aberto o inquérito para apurar responsabilidades.

Em entrevista coletiva, Moreno-Ocampo disse que há acusações de ataques, promovidos por forças de segurança, contra manifestantes pacíficos em várias cidades da Líbia. O procurador lembrou que o líder líbio e os seus aliados têm o comando formal ou de facto sobre as forças. “Não haverá impunidade na Líbia”, disse ele.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Leia mais:

Número de mortos na Líbia chega a 6 mil, diz organização não governamental

Em entrevista, Kadafi diz que foi traído pela ONU e abandonado pelo Ocidente

Kadafi será julgado pelo Tribunal Penal Internacional

Conselho de Segurança aprova por unanimidade sanções contra regime de Kadafi

Itália suspende Tratado de Amizade com Líbia

Mais lidas

EUA anunciam imposição de sanções contra Líbia

UE fecha acordo sobre novo pacote de sanções contra a Líbia

 

Na última segunda-feira (28/02), o TPI decidiu pela abertura de uma investigação preliminar para apurar as acusações de repressão na Líbia. A decisão de Moreno-Ocampo ocorreu após o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovar, por unanimidade, uma resolução que, além de sanções a Khadafi, prevê investigações do tribunal.

Pela resolução, há a advertência sobre a necessidade de investigar “os ataques sistemáticos” contra a população civil que “podem configurar crimes contra a humanidade”. Há relatos de que Khadafi determinou o bombardeio em áreas urbanas de Trípoli (capital) e Benghazi, a segunda maior cidade do país.

Também há denúncias de que, por ordem do governo, vários líderes das manifestações foram presos e enterrados vivos para evitar que comandassem novos protestos no país. Khadafi nega as acusações. Porém, organizações não governamentais estimam que, no mínimo, mil pessoas morreram nos últimos dias na Líbia.

Siga o Opera Mundi no Twitter

Conheça nossa página no Facebook

'Não haverá impunidade na Líbia', diz procurador do Tribunal Penal Internacional

NULL

NULL

NULL