Terça-feira, 28 de abril de 2026
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Centenas de indígenas, alguns vestidos com trajes tradicionais, marcharam pelas ruas da Argentina até chegar à Praça de Maio, sede do governo nacional, na capital do país, Buenos Aires.

Os manifestantes vieram das regiões noroeste, nordeste e sudeste da Argentina, representando 30 povos originários do país. Foram oito dias de viagem, percorrendo, no total, dois mil quilômetros.  A marcha começou, simultaneamente, em três pontos distintos do país vizinho: La Quiaca, na fronteira com a Bolívia; Posadas, limítrofe com o Brasil e o Paraguai, e Neuquén, perto da Cordilheira dos Antes e do Chile.

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O objetivo é pressionar o governo argentino a reconhecer os indígenas como integrantes de um Estado plurinacional, além de reservar terras para que possam praticar agricultura. Com o aumento da monocultura de soja no país, muitos indígenas afirmam ter perdido espaço, pois muitas terras estão nas mãos dos produtores de soja.

Assista a um vídeo que mostra a chegada dos indígenas à Praça de Maio:

Outra demanda do movimento é uma reforma educacional.

“Queremos uma educação multicultural, que as escolas ensinem línguas nativas, como Quechua, Aymara. Queremos aprender a nossa língua. Por que aprender Inglês ou Francês?”, disse Fabiola Suarez, do povo Aymara de Jujuy, norte da Argentina em entrevista à BBC Mundo.

A data da mobilização coincide com as comemorações do 200 º aniversário da independência e da chegada do primeiro governo nacional na Argentina, no dia 25 de maio de 1810.

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou que receberá os líderes da manifestação.

Enquanto na Bolívia 60% da população pertencem a grupos étnicos originários, na Argentina, eles  são apenas 1,5% da população, segundo o último censo demográfico, referente ao período 2004-2005. As organizações indígenas contestam o índice, e afirmam que o número real está mais próximo de 4%.

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Na véspera das comemorações do bicentenário na Argentina, indígenas marcham até a Praça de Maio

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