Na Venezuela, governistas retomam campanha política após morte de governador
Na Venezuela, governistas retomam campanha política após morte de governador
A campanha dos partidos que formam o bloco governista para as eleições parlamentares de 26 de setembro foi retomada essa segunda-feira (13/9), após ser temporariamente interrompida em respeito à morte do governador do estado de Guárico, Willian Lara. Ex-ministro da Comunicação, Lara sofreu esse sábado (11/9) um acidente de carro próximo a um rio e foi arrastado pela água.
Em 26 de setembro, cerca de 18,5 milhões de venezuelanos elegerão 165 novos deputados para a Assembleia Nacional e 12 representantes para o Parlamento Latino-Americano. Atualmente o governista PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) possui 140 cadeiras na Assembleia e espera conquistar ao menos dois terços das cadeiras (110) nessas eleições. A retomada da campanha do partido deu continuidade à estratégia de bater de porta em porta, a fim de mobilizar os seguidores do presidente Hugo Chávez e atrair indecisos.
De acordo com o chefe do comando de campanha, Aristóbulo Istúriz, a aliança revolucionária, integrada por socialistas, comunistas e outras forças de esquerda, reforçará nas cidades e bairros o contato com ao menos 10 eleitores, informou o Prensa Latina. “Já são mais de três milhões de eleitores contatados e cadastrados, cifra que multiplicaremos na reta final”, disse Aristóbulo.
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Nas últimas duas semanas a campanha do PSUV contou com apoio do próprio presidente Chávez em comícios nos estados de Táchira, Zulia, Miranda e Lara, governados por opositores, onde estarão em jogo 43 dos 165 deputados à Assembleia Nacional.
Oposição
Os 11 partidos opositores se aglutinam na chamada Mesa da Unidade Democrática (MUD) – espécie de coalizão que forma a frente da oposição ao chavismo – e enfocam a campanha no incentivo ao comparecimento às urnas. O voto não é obrigatório na Venezuela. A postura difere de eleições passadas, quando os partidos oposicionistas pregaram a abstenção.
Alguns dirigentes como Leopoldo López, do Voluntad Popular, e Enrique Mendoza, do Copei (Partido Social Cristão da Venezuela), criticaram o desempenho de seus correligionários, o primeiro pedindo mais unidade, enquanto o segundo convocou a “Operação Amarre” para realizar trabalho de casa em casa em busca de votos.
“Estamos incentivando a unidade e a necessidade de votar. De hoje [Ontem, 13] até o dia 26, temos de fazer duas coisas: pedir votos e nos organizarmos para defendê-los. Aprendemos isso com os pleitos passados, como o de 2008″, afirmou López em Santa Rita, estado de Aragua, em referência ao referendo sobre a reforma constitucional, que garantiu a reeleição indeterminada para cargos públicos eletivos.
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