Sábado, 16 de maio de 2026
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Durante Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira (26/05), a China e a Rússia vetaram o projeto liderado pelos Estados Unidos para impor novas sanções contra a Coreia do Norte, após os últimos lançamentos de mísseis balísticos.

A proposta tinha como objetivo “limitar ainda mais a capacidade” de Pyongyang realizar seus programas que os EUA descreveram no projeto como “ilegais de armas de destruição em massa e mísseis balísticos”.

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Além disso, o plano propunha redução da quantidade anual de petróleo importada pelo país de 3 milhões para apenas 1 milhão de barris, enquanto os produtos de origem mineral teriam sua exportação banida.

O texto obteve 13 votos a favor, incluindo do Brasil, que ocupa assento não permanente no Conselho, mas foi barrado por China e Rússia, que têm poder de veto por serem membros permanentes.

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Nos últimos dias, de acordo com informações fornecidas pela vizinha Coreia do Sul, o país norte-coreano teria disparado mais três mísseis balísticos em direção ao Mar do Japão, poucas horas depois de o presidente dos EUA, Joe Biden, ter concluído uma viagem à Ásia.

Projeto havia sido proposto pelos Estados Unidos devido a supostos lançamentos de mísseis balísticos pelo país norte-coreano; Brasil votou à favor

Wikicommons

Segundo a embaixadora norte-americana na ONU, Linda Thomas-Greenfield, a Coreia do Norte representaria “uma ameaça à paz e à segurança de toda a comunidade internacional”.

O embaixador chinês na ONU, Zhang Jun, rebateu que “continuar no caminho das sanções não ajuda a resolver os problemas”. “O objetivo é promover o diálogo e a negociação”, enfatizou o representante de Pequim.

Para a o embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, “o endurecimento das sanções é um beco sem saída que produz pressões desumanas e ineficazes contra Pyongyang”.

“Os EUA e seus aliados parecem não ter outra solução para a crise a não ser impor sanções”, concluiu diplomata de Moscou.

As negociações para desnuclearização da Península Coreana estão travadas desde fevereiro de 2019, quando o então presidente dos EUA, Donald Trump, abandonou abruptamente uma cúpula com Kim Jong-un no Vietnã. 

(*) Com Ansa.