Terça-feira, 19 de maio de 2026
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O drama da mutilação genital feminina ultrapassou as fronteiras da África por causa da emigração e se estima que 500 mil mulheres na Europa já tenham sofrido uma ablação, enquanto 180 mil correm o risco de se tornar novas vítimas a cada ano.

A sobrevivência da mutilação é particularmente forte nas comunidades de imigrantes, onde tradicionalmente só as mulheres operadas têm a esperança de fazer um “bom casamento”, afirmou o diretor-geral da OIM (Organização Internacional de Migrações), William Lacy Swing.

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Abandonar essa prática, por outro lado, pode supor a desonra para suas famílias.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tipo de mutilação genital da mulher mais comum é a cisão do clitóris e dos lábios menores – 80% dos casos -, enquanto 15% dos casos correspondem à infibulação, consistente na extirpação de clitóris, lábios menores e parte dos lábios maiores, seguida pelo fechamento vaginal mediante sutura.

A dois dias da celebração do Dia Mundial da Tolerância Zero contra a Mutilação Genital Feminina, várias organizações internacionais alertaram em Genebra que, apesar de sua denúncia constante e das campanhas de prevenção, se trata de um costume que ainda está amplamente estendido.

“É uma prática profundamente arraigada que está baseada em um sistema patriarcal fabricado como mecanismo de controle e de subordinação das mulheres”, afirmou a diretora do Comitê Interafricano, Berhane-Ras-Work, em entrevista coletiva.

Segundo ela, esse mecanismo funcionou por séculos até o ponto de as próprias mulheres terem o considerado admissível “como meio para serem aceitas perante suas comunidades e elegíveis por seus esposos”.

“Os governos africanos o permitem, o ignoram ou não dão importância suficiente.”, acrescentou.

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Mutilação genital já atinge 500 mil mulheres na Europa

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