Segunda-feira, 6 de abril de 2026
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Evitar a entrada de imigrantes ilegais, terroristas e armas de destruição em massa nos Estados Unidos “continua sendo um grande desafio” que custa vidas e dinheiro em altas somas, de acordo com um órgão de auditoria do governo norte-americano.

Segundo um novo relatório do United States Government Accountability Office (GAO na sigla em inglês), ligado à Casa Branca, cada vez que surge um buraco na fronteira com o México, são gastos 1.300 dólares no conserto. A manutenção do trecho de 1.058 km com uma cerca de duas camadas na fronteira EUA-México, de 3.000 km, terá o preço de 6,5 bilhões de dólares nos próximos 20 anos.

A quantia é a prioridade nos 3,7 bilhões de dólares enviados desde 2005 ao Departamento de Segurança Nacional, que se prepara para construir um sistema de cercas, iluminação, sensores, câmeras e radares para evitar a entrada de imigrantes, terroristas e contrabandistas.

O relatório do GAO aponta que não é possível determinar com precisão o impacto da cerca na melhoria da segurança fronteiriça, o que sugere que o dinheiro pode não estar sendo bem usado. Desde os ataques a Nova York e Washington em 11 de setembro de 2001, a pressão política aumenta para que as fronteiras sejam controladas.

“É um desperdício de recursos e criatividade”, afirma Jorge Mario Cabrera Valladares, da Coalizão por Direitos Humanos dos Imigrantes de Los Angeles (CHIRLA na sigla em inglês. “Nosso dinheiro pago em impstos está sendo desperdiçado em uma estratégia velha e ineficiente em vez de trabalharmos em uma reforma séria, de longo prazo e aplicável à imigração”, disse.

Desde 1994

Aproximadamente 5,6 mil pessoas morreram tentando cruzar a fronteira do México com os Estados Unidos desde que o presidente Bill Clinton impulsionou o programa de segurança na fronteira em 1994.

Antes disso, de acordo com os especialistas, a maioria das mortes se relacionava a acidentes de trânsito, já que os imigrantes corriam em rodovias nas áreas fronteiriças. Agora eles morrem de hipotermia no deserto ou afogados no rio Grande.

A recessão global freou a prisão de imigrantes na fronteira do México com os Estados Unidos, mas as mortes cresceram. Segundo dados do governo norte-americano, 416 pessoas morrreram até agora em 2009, enquanto 390 faleceram no ano passado e 398 em 2007.

Quando chegou a Washington, o presidente Barack Obama prometeu estimular reformas na imigração. Entre as medidas, estão um meio de os ilegais regularizarem sua situação.

Muro entre EUA e México custa dinheiro e vidas, diz relatório

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