Mulher palestina morre com gás tóxico lançado por Israel
Mulher palestina morre com gás tóxico lançado por Israel
Uma mulher palestina morreu neste sábado (1º/1) após inalar um gás tóxico lançado pelo exército de Israel, durante uma manifestação na sexta-feira contra o muro de separação construído na Cisjordânia.
Um dos organizadores do protesto, na localidade de Bilin, o ativista israelense Jonathan Pollak, disse à agência de notícias espanhola Efe que a vítima teve um irmão que também morreu, em abril de 2009, por causa da repressão do exército israelense contra uma manifestação convocada na mesma localidade.
Pollak ressaltou que, após inalar uma grande quantidade de gás tóxico lançado pelas tropas israelenses para dissipar os manifestantes, ela foi hospitalizada em Ramallah e morreu por asfixia esta manhã, apesar dos esforços realizados durante toda a noite pelos médicos para salvá-la.
Na manifestação de sexta-feira participaram centenas de pessoas, incluindo o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad. O protesto foi o último do ano em Bilin, onde às sextas-feiras de 2010 ativistas palestinos e pacifistas israelenses e internacionais vinham convocando manifestações contra o muro.
A manifestação levava um grande cartaz de agradecimento aos seis países latino-americanos – Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Equador – que em 2010 reconheceram ou anunciaram que em breve reconhecerão um Estado palestino com base nas fronteiras de 1967.
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