Domingo, 10 de maio de 2026
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O movimento conservador Tea Party confirmou nesta terça-feira (21/9) que segue ganhando terreno nos Estados Unidos ao anunciar uma nova contribuição “anônima” de 1 milhão de dólares que será destinada a mobilizar eleitores para as eleições legislativas de novembro. Os EUA renovam, no final de ano, aproximadamente um terço do senado, toda a Câmara e 37 dos 50 governadores estaduais, em uma eleição que deve ser apertada e na qual o Tea Party pode ter um importante papel.

Uma enquete divulgada na segunda-feira pelo instituto Gallup mostra um empate virtual no pleito de novembro, com 46% dos entrevistados a favor dos democratas, que têm a maioria no Congresso, e 45% dos republicanos.

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Porta-vozes do Tea Party Patriots, a maior corrente dentro do movimento, disseram que os esforços serão redobrados para que esse equilíbrio seja rompido a favor da direita mais conservadora do país. Apesar de sua proximidade com os republicanos, Jenny Beth Martin, do grupo, enfatizou em em Washington que o grupo não vai apoiar os republicanos que não estejam comprometidos com a austeridade fiscal.

“A despesa neste país está fora de controle”, afirmou Jenny, que qualificou de “inaceitável” o esbanjamento dos últimos anos do governo de George W. Bush.

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Valores

A porta-voz lembrou que os “valores centrais” do grupo são a responsabilidade fiscal, o respaldo ao livre mercado e a pouca ingerência do governo na economia. O anúncio do grupo chega após importantes vitórias de candidatos próximos ao movimento nas recentes eleições primárias em Delaware e Alasca.

“As pessoas estão começando a perceber que o Tea Party é uma poderosa máquina de mobilização de eleitores”, disse Matt Kibbe, presidente do Freedom Works, em declarações publicadas nesta terça-feira (21/9) pelo jornal Washington Post.

“Estão nos levando cada vez mais a sério. Não há nada como ser capaz de arrecadar votos em uma eleição importante”, acrescentou Kibbe que sustenta que o movimento conta com os grupos políticos mais enérgicos do país.

O apoio do Tea Party coincide com um crescente fluxo de fundos para os cofres republicanos. O comitê de ação política (PAC, na sigla em inglês) das grandes empresas do país começaram a dar a maior parte do dinheiro a candidatos republicanos revertendo a tendência dos três últimos anos.

Doadores

O jornal The Wall Street Journal menciona nesta terça-feira (21/9) que essa mudança de tendência torna provável que os republicanos consigam “lucros significativos” em novembro. Segundo dados do Center for Responsive Politics, os PAC deram 52% de suas doações de 72,2 milhões de dólares a candidatos republicanos entre janeiro e julho. No mesmo período de 2009, esses comitês tinham dado 59% de seus de dólares 64 milhões em contribuições aos democratas.

Os PAC começaram a se inclinar para o lado democrata no final de 2006, quando ficou claro que o movimento teria o controle do Congresso. A tendência se manteve durante os últimos três anos. Outros dois grupos próximos aos republicanos, American Crossroads e Crossroads GPS, criados por Karl Rove, principal assessor político durante o governo Bush, e Ed Gillespie, outro assessor político, já arrecadaram 32 milhões de dólares este ano. Esses grupos, assim como o doador anônimo do Tea Party Patriots, se beneficiam de uma falha judicial que permite que as grandes empresas façam contribuições, sem limites, às campanhas eleitorais.

O Tea Party, que se originou como um movimento de protesto contra a classe política no início de 2009, cresceu impulsionado majoritariamente por grupos de base e por trabalhos voluntários, mas carece de uma estrutura centralizada. A ex-candidata a vice-presidente dos EUA e ex-governadora do Alasca Sarah Palin é o rosto mais conhecido do movimento.

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Movimento conservador Tea Party aumenta doações para republicanos nos EUA

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