Domingo, 5 de abril de 2026
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Cerca de uma centena de hondurenhos seguiram na tarde deste domingo (27) o cortejo de Wendy Elizabeth Ávila, 24, morta por problemas respiratórios depois de inalar o gás lacrimogêneo atirado na Embaixada do Brasil durante  manifestações após a volta do presidente deposto, Manuel Zelaya.

Logo a caminhada de luto se transformou em uma manifestação contra a ditadura hondurenha. Wendy teve sua imagem exibida como a de uma mártir pela Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado.

Asmática, Wendy era estudante de Direito e participou de várias marchas em Tegucigalpa, segundo seus parentes e amigos. Em várias dessas situações, foi exposta a gás lacrimogêneo, o que piorou seu quadro. Na sexta-feira, morreu.

“A asma se controla, é possível. Muitas pessoas vivem com asma. Ela tomava remédios, tinha um inalador, usava seu inalador e tudo estava bem. Mas uma pessoa com asma e respirando esses gases, é certo que pode morrer”, disse Edwin Angel, com quem Wendy se casou há cinco meses.

Wendy foi velada em um sindicato em meio a discursos contra o governo golpista. Depois seu corpo foi levado a uma das regiões mais pobres da capital hondurenha e na passagem várias pessoas clamaram por justiça.

Morta durante protestos, estudante vira mártir contra golpistas

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