Sábado, 4 de abril de 2026
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O vice-presidente do Conselho de Estado de Cuba, Juan Almeida Bosque, morreu na noite de ontem (11), em Havana, vítima de uma parada cardiorrespiratória, informou hoje (12) a imprensa cubana.
Ele tinha 82 anos.

“Com profunda dor, a direção do Partido e do Estado comunica ao povo” o falecimento de Almeida, escreveu o birô político do Comitê Central do Partido Comunista em nota reproduzida pelos meios de comunicação do país. 

O governo cubano chamou de “grande perda” a morte do vice-presidente. O ministro da Cultura cubano, Abel Prieto, disse à Agência Efe que se trata “sem dúvida nenhuma de uma grande perda”, e ressaltou que o comandante foi “uma das grandes figuras da Revolução”.

O presidente da Assembleia Nacional cubana, Ricardo Alarcón, disse a jornalistas que Almeida foi “um dos principais artífices da Revolução Cubana” e esteve com Fidel ao longo de todo o movimento.

“Foi um homem de origem muito humilde, pedreiro, negro. Por toda sua vida, trabalhou com suas mãos, com o suor de seu rosto, mas era um homem de muita sensibilidade, músico, poeta”, ressaltou.

Alarcón deu tais declarações na Tribuna Anti-imperialista de Havana, após um ato pela libertação de cinco agentes cubanos presos nos Estados Unidos por espionagem há 11 anos.

No início dessa cerimônia, transmitida ao vivo pela televisão estatal, houve um minuto de silêncio em memória de Almeida e foi cantada a música “La Lupe”, uma das composições mais reconhecidas e populares de sua obra musical.

Em virtude do ocorrido, o Partido Comunista de Cuba decretou luto oficial entre as 8h e as 20h (hora local) de amanhã (13). As autoridades também convidaram a população a prestar uma última homenagem a Almeida em atos programados para acontecer na capital e em outros pontos da ilha.

O corpo do vice-presidente cubano, que não será exposto, segundo sua última vontade, vai ser enterrado com honras militares em data ainda não especificada.

Histórico

Almeida estava doente e separado oficialmente do poder desde o ano passado.

Ele e Fidel Castro se tornaram amigos enquanto estudavam na Universidade de Havana.

Um ano depois, Almeida participou do assalto do quartel Moncada em Santiago de Cuba liderado por Castro.

Foi detido junto com ele e outros sobreviventes por conta do fracasso dessa operação e foi condenado a 10 anos de prisão, sentença que foi indeferida em1955 por uma anistia.

Almeida, então, exilou-se junto com Castro no México de onde voltou a bordo do iate “Granma” para iniciar a luta definitiva contra o governo de Batista. 

Nota atualizada às 14h41

Morre vice-presidente cubano Juan Almeida Bosque

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