Sexta-feira, 3 de abril de 2026
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O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou hoje (26) que vai propor aos países da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) a realização de um referendo regional para que “os povos” da América Latina tomem uma decisão sobre o acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos.

“Se o presidente colombiano [Álvaro Uribe] não quer retirar as bases militares da Colômbia, por que não fazer um referendo da América do Sul? Que os povos decidam e que o império não imponha essas bases militares na América do Sul”, disse Morales no departamento (estado) boliviano de Oruro.

Morales afirmou que fará esta proposta durante a cúpula da Unasul programada para esta sexta-feira em Bariloche, Argentina, cujo principal assunto em debate será justamente o acordo pelo qual militares norte-americanos poderão usar bases colombianas em operações contra a guerrilha e o tráfico de drogas.

A Bolívia se posicionou contra a presença de forças militares estrangeiras na região durante a cúpula de presidentes da Unasul realizada no último dia 10, em Quito, onde também tentou, sem sucesso, convencer os outros 11 países-membros – entre eles o Brasil – a aprovarem uma resolução para proibir este tipo de ação.

“[O referendo] será uma democracia continental. Os povos dirão qual presidente está errado e qual presidente tem razão”, sustentou Morales.

O presidente boliviano afirmou que, atualmente, as bases militares norte-americanas na América Latina “se concentram na Colômbia”, o que considerou como “uma provocação do império para criar conflito entre os presidentes da América do Sul” com o objetivo de frear a integração almejada pela Unasul.

No entanto, o governo colombiano afirma que o acordo não prevê a instalação de bases norte-americanas na Colômbia, mas, sim, a permissão para que forças dos Estados Unidos possam usar as bases, porém, sob comando colombiano.

Assim como a Bolívia, Venezuela e Equador também se opõem ao acordo entre Colômbia e Estados Unidos, enquanto outros países da região manifestaram preocupação, mas também respeito à soberania das decisões colombianas.

Propaganda eleitoral



Também hoje (26), um outdoor publicitário da campanha eleitoral de Evo Morales  instalado na cidade de Santa Cruz provocou o descontentamento de uma eleitora. Valdramina Carvallo, a mulher que aparece junto ao presidente na foto, vai processar o governo por utilizar sua imagem sem o seu consentimento.

A propaganda refere-se ao Renta Dignidad, programa social do governo boliviano voltado para pessoas com mais de 65 anos.

Juan Carlos Torrejón/EFE

Morales vai propor referendo regional sobre acordo entre Colômbia e EUA

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