Terça-feira, 5 de maio de 2026
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O presidente da Bolívia, Evo Morales, voltou hoje a expressar “preocupação” pela presença de militares norte-americanos em bases na Colômbia porque “não garantem a paz, a integração e a democracia na região”.

Segundo Morales, a instalação das bases, parte de um acordo militar firmado em 2009, com “o pretexto de ajudar o combate contra o terrorismo e o narcotráfico”, busca na realidade promover “a hegemonia imperialista na região, com uma visão em direção aos recursos naturais”.

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Os povos latino-americanos estão conscientes de que “se há algum inimigo na região é precisamente a ingerência nos assuntos internos com a permanência de bases militares dos Estados Unidos na Colômbia”, continuou.

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Em coletiva de imprensa, Morales expressou também sua “preocupação” pelos problemas ocasionados pela ruptura das relações entre Colômbia e Venezuela, anunciada por seu colega venezuelano, Hugo Chávez, em 22 de julho, após Bogotá acusar Caracas de “tolerar” guerrilheiros em seu território.

A América Latina tem “suficientes mecanismos internos para solucionar esses problemas sem participação externa”, declarou o líder de origem indígena, que fez alusão ao passado, quando os Estados Unidos eram “os donos” e “impunham” suas soluções.

Nesse plano, apontou a Unasul (União das Nações Sul-Americanas) como alternativa e disse que a América do Sul é “exportadora de fórmulas de solução a conflitos bélicos ou de outra índole, não pode estar imersa em problemas internos entre algumas de suas nações”.

Morales ainda voltou a dizer que não irá à Colômbia para a cerimônia de posse de Juan Manuel Santos, que ocorrerá no próximo sábado, porque não foi convidado. Neste dia, ele participará de uma parada militar por ocasião do aniversário cívico nacional.

Hoje, na tentativa de chegar a uma solução à crise entre Caracas e Bogotá, o ex-presidente argentino e secretário-geral da Unasul, Néstor Kirchner, reúne-se com Chávez. Nos próximos dias, ele deverá encontrar-se com Santos para abordar o tema.

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Morales reitera preocupação por presença militar dos EUA na Colômbia‏

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