Terça-feira, 9 de junho de 2026
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O comandante Andrei Serdyukov das forças de paz da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO, na sigla em inglês), aliança que reúne a Rússia e outros cinco países, disse neste domingo (09/01) que a missão enviada ao Cazaquistão continuará até que a situação no país “esteja totalmente estabilizada”.

Segundo Serdyukov, as Forças Coletivas de Paz concluíram sua implantação no território do Cazaquistão, em “conformidade com a decisão do Conselho de Segurança Coletiva da CSTO”. 

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“A execução das tarefas das subunidades das Forças Coletivas de Paz continuará até que a situação no país esteja totalmente estabilizada”, afirmou o comandante das forças.

A organização havia anunciado na quinta-feira (06/01) que estava enviando uma força de paz ao Cazaquistão para conter a escalada violenta dos protestos que aconteciam na nação asiática desde o dia 2 de janeiro.

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Com o envio, as forças protegem importantes instalações militares, estatais e sociais na cidade de Almaty e nos arredores, afirmou o comandante. Ainda na quinta, as primeiras unidades aterrissaram no territótio cazaque. 

Por sua vez, o Ministério da Defesa do Cazaquistão informou que, com a proteção das unidades da CSTO nas instalações importantes, permitiu ao país liberar uma parte das suas forças para administrar a escala dos atos.  

Aliança que reúne a Rússia e outros cinco países enviou unidades ao Cazaquistão para conter atos motivados por aumento no preço dos combustíveis

Reprodução

Forças protegem importantes instalações militares, estatais e sociais na cidade de Almaty e nos arredores

Os protestos por conta do aumento do preço dos combustíveis tiveram o momento mais violento entre a noite de quarta-feira (05/01) e a madrugada da quinta-feira. Estima-se que quase 6 mil pessoas foram presas e que 164 morreram nos tumultos, informou o  Ministério da Saúde do Cazaquistão.

Protestos e renúncia do governo 

As manifestações no Cazaquistão começaram no último domingo (02/01) após o governo do então premiê Askar Mamin anunciar uma alta no aumento do preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), que é usado tanto nas residências como para abastecer veículos.

Centenas de pessoas saíram às ruas em diversas cidades e na terça-feira (04/01) o governo decretou estado de emergência para conter os atos. Na quarta, o presidente Kassym-Jomart Tokayev aceitou a renúncia do primeiro-ministro e nomeou interinamente para a chefia do governo o então vice-premiê, Alihan Smaiylov.

Na quinta, o interino anunciou que vai segurar o aumento do preço do GLP por mais seis meses para tentar acalmar a crise de “maneira urgente”. “A medida é para tentar estabilizar a situação socioeconômica”, diz o governo em nota oficial.

(*) Com Ansa e Sputnik.