Sexta-feira, 3 de abril de 2026
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A missão da comissão de chanceleres de países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) a Honduras a fim de aprovar o Acordo San José por parte do governo golpista de Roberto Micheletti terminou sem êxito. Uma das principais medidas da proposta era o retorno imediato do presidente deposto, Manuel Zelaya, ao poder.

Durante visita de dois dias, encerrada ontem (25), a delegação se encontrou com membros do governo de Michelleti e também do presidente deposto, em reuniões privadas. Porém, o resultado não foi o esperado. “A comissão lamenta que, desta vez, não se tenha conseguido obter o apoio ao acordo”, afirmou o chanceler costarriquenho, Bruno Stagno, ao ler uma declaração ao término da missão.

A delegação fez uma chamada “a todos os setores da sociedade hondurenha a considerar favoravelmente” a assinatura do acordo, que, segundo sua opinião, “contém os elementos necessários para o diálogo e a reconciliação, para a restauração da ordem constitucional e o estado de direito”.

A OEA considera que “foram conseguidos avanços” durante a visita, mas reconhece que “ainda não existe a disposição para a aceitação plena do acordo por parte do senhor Micheletti e setores que lhe são afins”.

Pouco antes de terminar a visita, a delegação se reuniu na Casa Presidencial com Micheletti, que reiterou sua rejeição à reinstalação de Zelaya e disse estar disposto a enfrentar as “consequências graves” que isso tiver para seu governo.

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