Minustah não fará segurança de Baby Doc no Haiti, garante porta-voz
Minustah não fará segurança de Baby Doc no Haiti, garante porta-voz
As tropas da Minustah (Missão das Nações Unidas de Estabilização do Haiti) não farão a segurança do local onde o ex-ditador haitiano Jean Claude Duvalier, o Baby Doc, está hospedado, informou o porta-voz da sessão militar da Missão, Tenente-Coronel Maurício Cruz, segundo o UOL Notícias. De acordo com ele, a Polícia Nacional Haitiana é quem está encarregada de fazer a segurança.
“Não é nossa função fazer a segurança dele. Até agora, não recebemos nenhum pedido da polícia para atuarmos nesse sentido. Se recebermos, vamos avaliar. A princípio, o Baby Doc é um problema dos haitianos e não temos porque interferir”, afirmou o porta-voz.
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O ex-ditador foi detido nesta terça-feira no hotel em que estava hospedado na capital, Porto Príncipe desde o último domingo, quando chegou inesperadamente ao país. Ele foi interrogado e à noite, liberado. Segundo reportagem da Agência Brasil, ele foi indiciado pelo Ministério Público haitiano, isto é, foi formalmente acusado por corrupção, roubo, apropriação indébita de fundos, crimes que teriam ocorrido durante os 15 anos em que se manteve no poder.
Maurício Cruz disse também que a chegada do ex-ditador não alterou a rotina de patrulhamento das tropas da Minustah pelo país. Ele explicou que existe um planejamento para lidar com situações de contingência e que os militares estão a postos.
O ex-presidente ficou 25 anos exilado na França. Sua volta ocorre em clima de tensão política, devido à suspeita de fraude no primeiro turno das eleições presidenciais e indefinições em relação à realização do segundo turno. Em 1971, Baby Doc herdou o poder de seu pai, o também ditador François Duvalier, conhecido como Papa Doc. Ele enfrentou uma insurreição popular em 1986 e partiu para a França com a família.
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