Quinta-feira, 23 de abril de 2026
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Os ministros da Economia do países da zona do euro avançaram hoje (15) na concretização de uma eventual ajuda à Grécia, mas evitaram defini-la publicamente. Segundo eles, a ajuda só será concedida caso “a estabilidade da zona do euro esteja em risco”, e não para baratear o financiamento da dívida grega.

“O Eurogrupo esclareceu as modalidades técnicas que permitiriam uma ação coordenada e que seria ativada com rapidez caso necessário”, explicou o primeiro-ministro de Luxemburgo e presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker. Ele se negou, no entanto, a comentar que tipo de instrumento os ministros discutiram.

Tanto Juncker quanto a ministra francesa, Christine Lagarde, não quiseram dar detalhes sobre o mesmo ao argumentar que se trataria de um exercício de “premonição”. Entretanto, Juncker deu uma pista ao descartar a necessidade de avais dos países-membros a empréstimos aos cofres gregos.

“O objetivo desta ação coordenada não seria fornecer empréstimos à Grécia a taxas de juros da zona do euro, mas garantir a estabilidade financeira da zona do euro em seu conjunto”, diz um documento publicado pelo Eurogrupo após a reunião.

O primeiro-ministro luxemburguês explicou que corresponderá aos chefes de Estado e de governo aprovar o mecanismo de apoio à Grécia, caso seja necessário colocá-lo em andamento.

“Preparamos o terreno para que uma decisão possa ser tomada no Conselho”, assegurou Juncker, que disse desconhecer se os chefes de Estado e de governo incluirão o tema na agenda da cúpula prevista para semana que vem em Bruxelas.

“Esclarecemos todas as modalidades, mas a decisão final corresponde ao Conselho”, disse Lagarde, segundo a qual os ministros da Economia europeus não falaram em nenhum momento sobre valores para a ajuda.

Respeito às leis

Juncker disse que todos os países da zona do euro participariam do resgate e que o instrumento de ajuda “respeitaria os tratados e as leis nacionais dos países-membros”.

Ele também disse que há “questões técnicas que devem ser resolvidas nas próximas semanas” e que uma equipe já trabalha nesses assuntos. No entanto, Juncker repetiu que a Grécia não vai precisar de apoio financeiro já que as reformas adicionais anunciadas recentemente pelo governo grego “são suficientes” para cumprir o objetivo de reduzir o déficit público em 4% neste ano e tranqüilizar os mercados.

“O Eurogrupo ressalta que as autoridades gregas não pediram apoio financeiro. As medidas de consolidação tomadas pela Grécia são uma importante contribuição para alcançar a sustentabilidade fiscal e a confiança do mercado”, diz a nota.

Compromisso

O instrumento de apoio à Grécia discutido hoje tem como antecedente a cúpula de 11 de fevereiro, na qual os europeus prometeram agir de maneira “decidida e coordenada” para garantir a estabilidade da zona do euro.

Também naquela data, foi exigido que o governo grego tomasse todas as medidas necessárias para reduzir o déficit público de 12,7% do Produto Interno Bruto atual para menos de 3% em 2012.

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Ministros da zona do euro evitam definir detalhes de ajuda à Grécia

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