Ministro italiano elogia decisão do STF de não soltar Battisti
Ministro italiano elogia decisão do STF de não soltar Battisti
O ministro da Defesa da Itália, Ignazio La Russa, comemorou nesta sexta-feira (7/1) a decisão do Supremo Tribunal Federal de manter preso o ex-militante italiano Cesare Battisti, cuja extradição é pedida por Roma por causa de quatro homicídios cometidos nos anos 70.
“Estou contente que os juízes brasileiros e a opinião pública italiana entenderam que não é possível que Battisti não seja extraditado”, afirmou o ministro, que disse estar “acompanhando o caso com atenção”.
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O presidente do STF, Cezar Peluso, decidiu na quinta-feira (6/1) negar o pedido de soltura de Battisti, feito pela defesa do italiano. Ele também determinou que todos os pedidos relativos ao processo fossem encaminhados para o relator Gilmar Mendes, que deverá levar o assunto ao plenário do tribunal em 2 de fevereiro, data da primeira sessão do ano.
Atualmente preso na penitenciária da Papuda, em Brasília, Battisti se tornou foco da agenda bilateral em 2009, quando o então ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro, concedeu a ele o status de refugiado político.
O tema voltou a sair na imprensa nos dois países, além de suscitar reações de políticos, no último dia 31, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou a favor da permanência do ex-militante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) no Brasil, contrariando um parecer anterior, do STF, pela extradição. Após a decisão de Lula, a defesa do italiano entrou com o pedido para que ele fosse solto. O governo italiano, por sua vez, apresentou um pedido de impugnação do pedido de soltura.
Condenado à revelia por quatro homicídios cometidos na década de 1970, Battisti fugiu da Itália ainda naquela época. Após passar por México e França, ele viajou ao Brasil, em 2004, onde foi preso em 2007.
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