Ministro italiano da Justiça pede que UE interceda em caso Battisti
Ministro italiano da Justiça pede que UE interceda em caso Battisti
O ministro italiano da Justiça, Angelino Alfano, considerou hoje (08/01) que é “impossível que a União Europeia feche os olhos” sobre o caso de Cesare Battisti, condenado à revelia na Itália por quatro homicídios e cuja extradição foi negada pelo Brasil.
O que ocorreu no Brasil “é um problema de falta de garantias juridicionais e a Europa não diz nada?”, questionou Alfano, em entrevista ao jornal Il Messagero.
A decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manter o italiano no país após os juízes do Supremo Tribunal Federal votarem a favor da extradição “foi certamente influenciada por sua origem política e pelos ambientes decisórios do partido ao qual ele pertence: nos recordemos do fato de que a República Democrática brasileira nasceu seguida de uma luta armada desenvolvida naquele país por muitos anos. Isso naturalmente não justifica a escolha, mas pode explicar suas motivações”, complementou.
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“Evidentemente, no Brasil, ignora-se ou tem-se a intenção de ignorar que na Itália a luta armada ocorreu contra a democracia e não para conquistá-la”, continuou. Alfano declarou ainda que o Ministério da Justiça italiano desde “o momento em que Battisti foi encontrado na França, teve todas as iniciativas idôneas para reavê-lo na Itália e assegurar a ele a justiça”.
Atualmente preso na penitenciária da Papuda, em Brasília, Battisti se tornou foco da agenda bilateral em 2009, quando o então ministro da Justiça brasileiro, Tarso Genro, concedeu a ele o status de refugiado político.
No último dia 31, ao abordar o tema, como determinou o STF cerca de um ano antes, o então presidente Lula se pronunciou a favor da permanência do ex-militante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) no Brasil.
Cesare Battisti foi condenado à revelia à prisão perpétua por quatro homicídios cometidos na década de 1970. Após passar por México e França, ele viajou ao Brasil, em 2004, onde foi preso em 2007. O militante diz ser inocente e afirma que sua sentença tem motivação política, o que é negado pelas autoridades italianas.
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