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O ministro do Interior da Líbia, general Abdul Fatah Younis, anunciou nesta terça-feira (22/02) sua renúncia e conclamou às Forças Armadas para se unirem ao povo, respondendo às suas legítimas reivindicações. As informações são da rede de televisão Al Jazeera.

Em comunicado lido em uma gravação divulgada pela emissora, vestindo uniforme e sentado na mesa do que parece ser seu escritório, o ministro disse que se une à “revolução de 17 de fevereiro”.

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“O bombardeio contra a população civil é o que me fez aderir à revolução, nunca imaginei que íamos chegar a disparar contra o povo”.

Younis afirmou ainda que a Líbia do coronel Muamar Kadafi “desmoronou” e que o regime “traiu a revolução”.

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“Expresso minha fé nas reivindicações do povo e em sua legitimidade”, disse o general, ressaltando que “as Forças Armadas devem estar a serviço das pessoas”.

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Younis era um dos colaboradores mais próximos de Kadafi e fazia parte do movimento dos então coronéis que, junto a ele, promoveram um golpe de Estado para tomar o poder em 1969.

Ainda nesta terça-feira, outros sete embaixadores também apresentam renúncia, insatisfeitos com a represssão aos protestos populares contra o regime. Os diplomatas que deixaram seus postos são os chefes das missões líbias nos Estados Unidos, Polônia, Índia, Indonésia, Malásia, Austrália e na Liga Árabe, que tem sede no Cairo.

A emissora entrevistou o representante do país na Índia, Ali el Essawi, que afirmou que Trípoli “está ocupada por mercenários”, além de ter acusado o governo de utiliza o Ministério de Relações Exteriores “contra os líbios”.

“Estão fazendo coisas terríveis contra o povo”, acrescentou o diplomata, referindo-se ao uso de força por parte da polícia e do exército contra os manifestantes. “Kadafi deve renunciar para que haja o fim deste banho de sangue. Não tem nenhuma legitimidade”, acrescentou o agora ex-embaixador líbio em Nova Délhi.

*Com agências

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Ministro do Interior líbio renuncia e pede a Exército para se unir ao povo

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