Domingo, 17 de maio de 2026
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Após um mês de manifestações violentas na Tunísia contra o
aumento do custo de vida, foi anunciada a demissão
do ministro do Interior, Rafik Belhaj. O primeiro-ministro Mohamed
Ghannouchi anunciou ainda a libertação de todas as pessoas detidas
durante os protestos. Pelo menos 21 pessoas, segundo as autoridades, e 50, segundo
organizações e sindicatos, teriam morrido desde o início dos embates.

Jovens e universitários tunisianos continuam desafiando o governo do
presidente Ben Ali, há 23 anos no poder, apontado como promotor de um
falso milagre econômico na Tunísia.

A União Europeia condenou o uso
“desproporcional” da força pela polícia tunisiana. Com um tom mais
moderado, o governo francês, que tradicionalmente se mostra prudente ao
tomar posições contra o regime de Ben Ali, lamentou a onda de violência
no país.

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Em visita a Dubai, a secretária de Estado norte-americana, Hillary
Clinton, disse estar preocupada com a reação das autoridades tunisianas e
fez um apelo para que o governo encontre uma “solução pacífica” para o
conflito.

Esses são os mais violentos protestos sociais na Tunísia dos últimos
23 anos. As manifestações tiveram início em meados de dezembro, depois
que um vendedor ambulante ateou fogo ao próprio corpo para protestar
contra a polícia, que havia confiscado sua mercadoria. Desde então, os
protestos se multiplicam na Tunísia.

O presidente Ben Ali classificou as manifestações de “atos
terroristas”, mas prometeu criar 300 mil novos empregos até 2012. O
desemprego no país segue elevado, principalmente entre os jovens e
universitários, e a fratura social se agrava entre a população e a elite
do país.

Partidos de oposição e várias ONGs denunciam a corrupção no governo.
Em reação às críticas, o primeiro-ministro tunisiano, Mohamed
Ghannouchi, anunciou, nesta quarta-feira, a criação de um comitê que vai
investigar as suspeitas de corrupção.

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Ministro do Interior da Tunísia é demitido em meio a protestos

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