Ministro da Justiça italiano descarta renúncia de Berlusconi
Ministro da Justiça italiano descarta renúncia de Berlusconi
O ministro da Justiça da Itália, Angelino Alfano, descartou nesta terça-feira (15/2) a possibilidade que o chefe do Executivo, Silvio Berlusconi, apresente sua renúncia após ser chamado para o julgamento imediato em Milão por suposta concussão e incitação à prostituição de menores no chamado caso Ruby.
Em declarações aos jornalistas no Parlamento pouco após anunciarem a decisão de uma juíza do Tribunal de Milão, Alfano exigiu que neste caso, como em todos, se aplique a presunção de inocência para o primeiro-ministro.
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“O presidente do governo tem uma importante tarefa encomendada pelos italianos, um mandato que não surgiu ocasionalmente, mas foi confirmado em, pelo menos, três ocasiões nas últimas eleições”, disse o ministro da Justiça.
“Diversas vezes nos últimos 30 ou 40 dias se reiterou no Parlamento o apoio ao governo. Existe uma legitimidade plena do Governo, do ponto de vista da legitimidade parlamentar como do consenso popular, que inclusive as últimas revelações confirmam que é significativo e certamente mais robusto que o dos partidos da oposição”, acrescentou.
Alfano indicou que “evidentemente” a juíza Cristina Di Censo, que dispôs nesta terça-feira o envio de acordo com Berlusconi pelo caso da jovem marroquina que participou da suas festas quando era menor, não levou em conta essa legitimidade parlamentar e popular.
“É um tema que respeita a autonomia, a soberania e a independência do Parlamento. Fica suficientemente clara a autonomia e a independência dos magistrados e, certamente, não é o governo que pode intervir para tutelar a autonomia e a independência do Parlamento”, comentou o ministro.
A acusação de concussão (abuso de poder) se centra no telefonema de Berlusconi em maio de 2010 a uma delegacia de Milão para exigir supostamente que libertassem Ruby (detida por um roubo), alegando que era a sobrinha do então presidente egípcio Hosni Mubarak.
A acusação de prostituição de menores se baseia na presença da mesma jovem em várias ocasiões na mansão de Berlusconi quando era menor de idade, já que a Promotoria acredita que houve encontros sexuais com o líder.
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